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Mais deputados pela via directa, defende Jorge Valente
Domingo, 14/05/2017

Face à grande concorrência entre grupos e associações para os lugares de eleição directa, Jorge Valente antecipa um acto eleitoral “muito difícil” o que “não significa que não haja oportunidades para aproveitar”. E diz que a plataforma de Melinda Chan pode afirmar-se entre os dois pólos que parecem dominar a sociedade local: “Actualmente parece que há dois extremos: ou associações que estão sempre a defender os operários ou grupos ligados aos casinos que são os que estão contra os operários. Por isso é que eu acho que nós podemos fazer a diferença. Sabemos que a sociedade precisa de um equilíbrio e esse equilíbrio vem da classe média e das pequenas e médias empresas”, afirma. 

 

Em declarações à TDM-Rádio Macau defende, por isso, que são necessários mais deputados que pensem no bem comum sem estarem presos a interesses de grupo.  “A Assembleia, em muitas posições, não leva para um bem total de Macau. Cada deputado parece que tem a defender apenas um grupo muito restrito, seja um nicho da população, seja uma profissão ou outra coisa qualquer. É sempre um nicho e uma parte mais pequena e não a sociedade no seu todo”, aponta. 

 

Para contrariar esta tendência, Jorge Valente admite que seria positivo introduzir mudanças no sistema eleitoral: mais deputados eleitos através da via directa e menos pela via indirecta, mantendo o número de nomeados por parte do Chefe do Executivo. “Se calhar devia haver mais deputados pela via directa em vez de haver tantos pela via indirecta, não tocando nos deputados nomeados. Aí poderá haver um balanço para que a população ache que os deputados sejam mais representativos. Mas há também uma segunda questão: a população que vota devia ser mais educada na parte cívica porque muitas vezes não percebem e escolhem os deputados que escolhem mas depois dizem que esses que escolheram não os estão a representar”.