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População viciada em jogo aumenta
Terça, 19/04/2011
Aumentou no último ano a percentagem da população local viciada no jogo. Esta é a conclusão de um estudo feito pelo Instituto de Estudos sobre a indústria do jogo da Universidade de Macau e apresentado na reunião plenária do Conselho de Juventude.

Segundo Davis Fong, presidente do Instituto de Estudos sobre a indústria do jogo da Universidade de Macau três investigações dão conta do “aumento da população viciada no jogo. Em 2003, 1,78 por cento; em 2007, 2,6 por cento; e agora em 2010, 2, 8 por cento. Assim é possível verificar como a situação de vício do jogo se tem vindo a agravar entre a população” .

Com base na investigação, Davis Fong traçou tres factores que influenciam os jovens quanto ao jogo. A começar pelo ambiente social, com cada vez mais casinos e agências de apostas inseridas na comunidade, tornando mais fácil o acesso dos residentes, mas também dos jovens. Davis Fong salientou que aumenta igualmente a publicidade aos casinos, tornando-se numa influência negativa, como é o caso das apostas na internet.

O segundo factor é a influência dos amigos e família, por vezes com os próprios pais ou até os amigos dos jovens também viciados.

O último facto influente é a apetência dos próprios jovens para o jogo, com um conceito de valorização errado de que o dinheiro pode comprar a felicidade. Uma situação que segundo Davis Fong, presidente do Instituto de Estudos sobre a indústria do jogo da Universidade de Macau, tem também a ver com o nível de conhecimento do próprio jogo.

O estudo ilustra que muitos dos trabalhadores dos casinos são jovens, e vários acabam por se viciar também.

Na reunião desta terça-feira, 19 Abril, os conselheiros pronunciaram-se a favor do aumento da idade mínima para entrada nos casinos, dos 18 para os 21 anos, com um período de transição de 3 anos.

Os conselheiros abordaram também a importância de reforçar os mecanismos de vigilância, para impedir os jovens de entrar nos casinos. Davis Fong considerou que falta uma punição eficaz como acontece em Singapura, onde os casinos são multados até um máximo de 10 mil dólares da cidade-estado. Mas há ainda uma pena de prisão de 1 ano para os infractores, os responsáveis da segurança e mesmo do casino em causa, desde que se prove que tenham tido conhecimento do caso e não o denunciaram.

Davis Fong lembrou que há uma regra que os impede os trabalhadores de jogar no casino onde trabalham, mas podem fazê-lo nos outros. Mas o responsável disse que deve ser feita oportunamente legislação impedindo os trabalhadores dos casinos de jogarem, como acontece com os funcionários públicos.