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Economista:Corte nos empréstimos ajuda a reduzir especulação
Sexta, 05/05/2017

Albano Martins considera que a medida que reduz, a partir de hoje, o rácio dos empréstimos bancários para a compra de segunda ou mais casas, pode, de certo modo, ajudar a combater a especulação do mercado.  

 

“As medidas tomadas pelo Governo são correctas porque vão no sentido de dificultar a compra da segunda habitação e tornar mais difícil ainda a compra de segunda ou terceira habitação por residentes e não residentes. Isto é bom porque pode, de certo modo, refrear o ímpeto especulativo no mercado”, disse o economista, em declarações à TDM-Rádio Macau, em reacção à medida anunciada ontem pelo Executivo.

 

No entanto, o economista defende que numa cidade “tão pequena como Macau” deveria existir uma proibição total do financiamento da banca a compradores que já possuem uma habitação. “A China faz isso, impede, nalgumas áreas, claramente o acesso à segunda habitação. Então para os não residentes impede-se totalmente. Em Macau, este é um mercado livre demais, às vezes também cheira um pouco também a selvagem demais. Nesses casos, 10 por cento não resolverá muito o problema, embora o grande especulador não precise ir à banca para buscar dinheiro para adquirir uma fracção – não um edifício. Mas, em termos teóricos, a medida mais correcta seria impedir o acesso à banca de quem quisesse comprar a segunda ou terceira habitação.”

 

Albano Martins também observa que a medida "não vai afectar muito os bancos", sublinhando que, no discurso que fez, a Autoridade Monetária mostrava-se "mais preocupada com a situação financeira" das instituições bancárias do que "propriamente com o acautelar que as pessoas tenham acesso à habitação".

 

A partir de hoje, o rácio dos empréstimos para a aquisição de segunda ou mais casas sofre uma redução entre 10 a 20 por cento.