Em destaque

18 de Abril de 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9,1616 patacas e 1,1296 dólares norte-americanos.

 

Macau acaba com venda de aves vivas a partir de 1 de Maio
Sexta, 28/04/2017

O Governo vai proibir a venda de aves vivas a partir de segunda-feira. A decisão é tomada após quase três meses em que as vendas estiveram suspensas, na sequência do primeiro caso de infecção humana por gripe aviária. O sector foi informado esta manhã da medida, estando ainda por negociar a compensação aos comerciantes afectados.

 

No próximo Primeiro de Maio, serão 250 os trabalhadores afectados com a decisão do Governo de proibir, em definitivo, a venda de aves vivas, de acordo com José Tavares, presidente do Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais.

 

A comercialização de aves vivas está suspensa desde Fevereiro, sem que o Governo e o sector tenham chegado a acordo. Está agendada nova reunião para 15 de Maio, altura em que haverá uma segunda ronda de negociações para “encontrar razoável de subsídio e assistência” para os comerciantes lesados com a proibição.

 

José Tavares diz que o Governo tem várias propostas. Uma das possíveis soluções é que o sector passe a comercializar aves de capoeira refrigeradas. Mas há resistência: “Vai depender da vontade deles. Foi uma sugestão já colocada em anteriores reuniões. Não houve uma resposta positiva, dizem que não há condições – daí que estejamos abertos para discussão”.

 

O Executivo decidiu já atribuir um subsídio de 200 patacas por cada pessoa, por cada um dos mais de 80 dias em que venda esteve parada, entre 7 de Fevereiro e o final deste mês. No total, o Governo vai pagar cerca de 4,3 milhões de patacas pela suspensão.

Os operadores vão também receber uma compensação pelos prejuízos causados com o abate de aves, avaliado em mais de 1,8 milhões de patacas.

 

O IACM justifica-se com questões de saúde pública e defende que a “solução mais eficaz” para evitar surtos de gripe aviária “é o corte da cadeia de transmissão”.

 

Entre Fevereiro de 2016 e Fevereiro deste ano, foram registados cinco casos de gripe aviária.

 

Com a proibição do abastecimento, as aves serão abatidas em Zhuhai, refrigeradas e só depois importadas para Macau. O Governo compromete-se a tentar diminuir o tempo entre o abate e a entrada no mercado local, de um dia para “algumas horas”.

 

A Associação dos Negociantes de Aves Domésticas marcou presença no IACM e aguardou pelo final da conferência de imprensa para falar aos jornalistas. O grupo mostrou-se contra a decisão do Governo e defende que é seguro manter a venda de aves vivas, sem prejuízos para a saúde pública.