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Governo “rejeita veementemente” relatório da União Europeia
Sexta, 28/04/2017

O Governo de Macau disse que “rejeita veementemente as conclusões do relatório anual da União Europeia”, divulgado ontem, em que Bruxelas pede uma “maior participação da população” do território na eleição do Chefe do Executivo. 

 

Num comunicado emitido pelo Gabinete do Porta-voz do Governo, o Executivo denuncia os “comentários irresponsáveis e que não estão conforme os factos” que constam do documento e que constitui uma ingerência na política interna da China. 

 

A nota, divulgada já na última madrugada, refere que “desde o estabelecimento da Região Administrativa Especial de Macau que foi concretizado com sucesso o princípio ‘um país, dois sistemas’”, um modelo que “funciona de forma eficaz tendo por base a Constituição e a Lei Básica”. 

 

De acordo com o comunicado, “é uma realidade à vista de todos” que “a estabilidade política, o desenvolvimento económico, a harmonia social e a garantia dos direitos da população de Macau de acordo com a lei, ultrapassam quaisquer condições alguma vez registadas na história de Macau”. 

 

Também a China já tinha reagido ao documento, apelando à União Europeia para deixar de interferir nos assuntos internos das duas regiões administrativas especiais. 

 

No relatório, a União Europeia reitera a necessidade de uma “maior participação da população” de Macau na eleição do Chefe do Executivo, para “reforçar a legitimidade do cargo” e aumentar “o apoio público”.