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Carlos d’Assumpção faleceu há 25 anos
Quinta, 20/04/2017

Há 25 anos, Macau perdia o primeiro presidente da Assembleia Legislativa: a comunidade portuguesa de Macau ficava sem patriarca e desaparecia o político que fez acreditar num futuro de paz e estabilidade. 

 

Carlos d’Assumpção faleceu a 20 de Abril de 1992, aos 63 anos de idade e depois de uma batalha contra o cancro. 

 

Ouvido pela TDM-Rádio Macau, Leonel Alves fala numa “perda irremediável”. “A alma de Macau ficou bastante prejudicada com a perda física do Dr. Carlos d’Assumpção. Sem dúvida. Afectou o período de transição; afectou em vários domínios. Mas tentamos fazer melhor o possível para que as coisas não corram tão mal”, afirma o deputado. 

 

Jurista, Carlos d’Assumpção foi sobretudo um político influente e um mediador de conflitos em momentos decisivos para o futuro de Macau. Apesar de continuar a afastar-se do título de herdeiro político, Leonel Alves admite seguir o exemplo d’Assumpção nas funções que exerce enquanto deputado e membro do Conselho Executivo.

 

“(...)Assumpção foi um homem de equilibrios, um homem que procurava consensos e tentava compreender o outro lado da barreira – e isto é fundamental para compreender Macau e encontrar as pontes necessárias para haver harmonia, paz e estabilidade”, refere. 

 

Enquanto gerador de consensos Carlos d’Assumpção, destacou-se durante a crise do 1,2,3, nas negociações para o Estatuto Orgânico de Macau e na redacção da Lei Básica – com destaque para o capítulo referente aos direitos fundamentais. É este o principal legado de Assumpção, defende Leonel Alves.

 

Em “Carlos d’Assumpção – um homem de valor”, a fotobiografia que assinala os 25 anos da morte do líder incontestável da comunidade macaense, Celina Veiga de Oliveira diz que há dois grandes períodos na vida do político: um, até ao 25 de Abril de 1974, e outro após a Revolução. 

 

Sem nunca fazer parte da Assembleia Nacional, Carlos d’Assumpção era conservador, procurou manter o status quo de Macau após a queda do regime mas, como sublinha Leonel Alves, “era também um defensor das liberdades”.