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Pereira Coutinho: sufrágio directo “não para imediato”
Sábado, 21/01/2012
Pereira Coutinho garantiu no debate sobre a reforma política, que não defende para já a criação do sufrágio directo universal em Macau. “Ninguém está a pedir o sufrágio universal imediato. O que estamos a pedir é que se aumenta a representatividade directa populacional. Isto significa o quê? Os últimos dois anos foram marcados por corrupção ao mais alto nível: os mega-escândalos de Ao Man long e das campas são exemplos paradigmáticos do défice de fiscalização da própria Assembleia Legislativa (AL) junto do Governo”.

O deputado eleito pela via directa, na AL desde 2005, quer mais deputados pela via directa e reafirma que o número global de deputados (29) não deve aumentar. Mas quer uma calendarização. “Pelo menos apresentem uma calendarização. Neste momento, o que se está a discutir nalguns sectores e quadrantes sociais nas várias sessões que já decorreram a maioria está a puxar sardinha à sua brasa o que significa que se hoje vamos dar. por exemplo, mais um lugar aos profissionais nomeadamente aos médicos. depois os engenheiros também exigem um lugar, as senhoras também querem um lugar na AL. Esta forma de distribuir os assentos não vai resolver um problema eterno que é a divisão, como os chineses dizem, da carne de porco…”, argumentou Pereira Coutinho.

O deputado não tem dúvidas. “Não podemos por de parte que há deputados eleitos pela via directa que entraram em base de jantaradas e compra de votos. Esta é uma realidade, por isso é que se diz que temos salas de jogo VIP que podem depois influenciar a eleição do Chefe do Executivo e deputados eleitos. É com base nisso que não podemos pôr de parte o voto universal”.