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Metro: gastos sobem mil milhões sem derrapagens à vista
Terça, 11/04/2017

No último ano, o Governo gastou mais mil milhões de patacas com o metro na Taipa, elevando a despesa efectiva na primeira fase do projecto para 9,2 mil milhões de patacas. Os valores estão dentro do previsto e foram actualizados hoje pelo secretrário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, durante uma reunião com os deputados para um ponto de situação sobre as obras do metro.

 

“O Governo disse-nos o custo está dentro das previsões. Na altura, falou-se em 11 mil milhões de patacas. Hoje, adiantou-nos mais uma informação: o valor gasto até agora já atingiu os 9,2 mil milhões de patacas”, afirmou Ho Ion Sang, presidente da Comissão de Acompanhamento para os Assuntos de Terras e Concessões Públicas.

 

O valor de 11 mil milhões de patacas chegou a ser o orçamento previsto para a primeira fase do metro, que incluía a ligação de Macau. Este montante foi avançado em 2011 e representava já na altura um aumento para mais do dobro face à estimativa inicial, feita em 2007.

 

O orçamento actual de 11 mil milhões de patacas para a linha da Taipa inclui, no entanto, o parque de materiais e oficinas, que servirá todo o segmento do metro.  

 

Com os gastos dentro do previsto e 2019 a manter-se como a data para a conclusão do traçado da Taipa, os deputados avançaram para a próxima fase: a ligação à Barra. Sete anos depois, mantém-se a pergunta: será que a ponte de Sai Van tem capacidade para aguentar com as carruagens do metro? “Estamos preocupados com esta questão”, admite Ho Io Sang. Mas o deputado desdramatiza: “Sabemos que o peso das carruagens fornecidas pela Mitsubishi é mais leve e sabemos que o Governo incumbiu ainda uma empresa de consultoria para fazer um estudo para ver se a ponte está em condições para suportar o metro. E o Governo disse-nos que está tudo ok”.

 

A capacidade da ponte foi posta em causa por uma das empresas concorrentes da Mitsubishi, com base num relatório da Consulasia. A consultora recomendou a substituição dos cabos de aço da ponte e alegou falta de segurança – um cenário que foi afastado quer pela construtora da ponte, quer pela Mitsubishi.

 

Na reunião com os deputados, foi ainda discutida a forma de gestão do metro. À saída do encontro, Raimundo do Rosário afastou uma eventual parceria público-privada. Para já, reiterou o secretário, está apenas decidido que será criada uma empresa, que vai funcionar como concesssionária de serviço público.

 

Também não há novidades sobre a linha da península. Raimundo do Rosário diz que não faz sentido actualizar agora o estudo do traçado, quando ainda falta terminar o segmento da Taipa e estender a ligação da Seac Pai Van.