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Leonel Alves: sufrágio directo só na próxima geração
Sábado, 21/01/2012
No debate promovido pelos canais portugueses da TDM – Rádio Macau e Canal Macau - a propósito da reforma política, Leonel Alves, eleito pela via indirecta, na Assembleia Legislativa (AL) desde 1984, é categórico: a população de Macau não está ainda preparada para ter sufrágio directo universal. “Não temos com esta geração capacidade para atingir este desiderato que todos queremos: os políticos serem todos eleitos por sufrágio directo e universal. Provavelmente, para responder à questão da calendarização, eu diria que na próxima geração talvez isso seja possível. Nesta, nunca”, assegurou Leonel Alves.

No debate em que participaram também os deputados Gabriel Tong e Pereira Coutinho, o também membro do Conselho Executivo admitiu como uma solução a estudar a criação de listas nominativas. “Pode efectivamente um eleitor ter preferência por um candidato a deputado que está na lista A e outro deputado que está na lista B, C ou D. Agora estar vinculado apenas a votar numa lista, e essa lista apresentar um determinado número de candidatos, isso pode desvirtuar um bocado o sentido de voto daquele eleitor”, disse. Leonel Alves avançou ainda com a possibilidade de se criarem circunscrições, à semelhança do que sucede em Hong Kong.

“A zona Norte tem um predomínio enorme no contexto geral do resto da península de Macau e das ilhas (Taipa e Coloane). Depois de 12 anos de experimentação política será também matéria a ser equacionada, reflectida, discutida publicamente por forma a que haja um maior equilíbrio. Com a actual variante do método de Hondt e se houver uma concertação populacional numa determinada zona, no caso de concertação na zona Norte as pessoas que vivem em outras zonas da cidade podem ficar prejudicadas nas suas escolhas para a AL”.