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CPU contesta plano do Governo para lotes do La Scala
Quarta, 05/04/2017

O Governo quer construir habitação pública e equipamentos sociais de apoio, nos terrenos onde estava previsto nascer o empreendimento La Scala. No entanto, o plano prevê edifícios com uma altura máxima de 155 metros, que não geram consenso entre os membros do Conselho do Planeamento Urbanístico (CPU).

 

Em Novembro do ano passado, alguns membros do CPU já tinham criticado os planos do Governo. Agora, renovaram-se os apelos contra a altura dos prédios.

 

“É uma paisagem natural. De acordo com esta construção, chega-se a uma certa altura. Pode afectar ou tapar a paisagem?”, questionou Manuel Iok Pui Ferreira, que depois mostrou algumas montagens com o possível impacto do projecto na zona.

 

Outra crítica ouvida passou pela falta de detalhes do projecto. “Há muitas lições a tirar das deficiências de Seac Pai Van. Há lições que temos aprender para não repetir os erros de Seac Pai Van. Era preciso ter mais indicação da concretização da concepção do que se vai fazer ali para termos uma opinião correcta. só o feitio do terreno e o que se põe lá é pouco”, criticou Jorge Neto Valente.

 

O Governo tem como objectivo construir um complexo de habitação pública, com oito mil fracções, numa área que corresponde a 60 por cento do terreno. Nos restantes 40 por cento devem nascer equipamentos sociais.

 

“[Podemos] construir um pavilhão. Podemos ter espaço para uma biblioteca e até criar um mercado. É um ponto muito discutido pela sociedade. Também temos espaço para serviços para idosos e creche”, disse o subdirector da Direcção dos Serviços de Solos, Transportes e Obras Públicas (DSSOPT), Cheong Ion Man.

 

O director da DSSOPT, Li Canfeng, prometeu mais detalhes, mas sublinhou que é preciso agir “passo-a-passo”. Sobre a realização de um estudo de impacto ambiental na zona, a Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental garante que só pode fazer estudos depois de ter a “concepção” do projecto e a “volumetria dos edifícios” em mãos.  

 

Esta tarde, alguns membros do CPU também afirmaram que, devido à localização, longe do centro, as futuras habitações públicas na Avenida Wai Long não devem ser atribuídas a idosos, que têm menos mobilidade. Mas o espaço pode ser desenvolvido para os jovens, que não conseguem comprar casa. Para isso, defenderam, o Governo deve criar um novo regime de habitação pública.