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Esterótipos de género dominam escolhas de carreira
Quarta, 08/03/2017

Os últimos resultados do Programa Internacional de Alunos (PISA), referentes a 2015, indicaram que as raparigas tiveram melhores resultados do que os rapazes em todas áreas do PISA na OCDE. O maior progresso foi a matemática, em que, pela primeira vez, ultrapassaram os alunos do sexo masculino.

 

O desempenho das raparigas a ciência foi “notavelmente melhor”. No entanto, são os rapazes quem revela maior interesse em dedicar-se à área científica – quase três vezes mais.

 

Para Agnes Lam, professora na Universidade de Macau, é um sinal em como ainda vinga uma ideologia tradicional, de estereótipos de género, na escolha das profissões.

 

"Sei que está a ser feito um esforço por parte dos Serviços de Educação. Se fizerem um cartoon, a mulher não será sempre enfermeira. Há também médicas. Mas, no geral, acho que não nos esforçamos o suficiente. Temos de dar mais atenção aos estereótipos de género. Os pais têm um papel muito importante em ajudar as raparigas a sentirem-se confortáveis com as suas próprias escolhas”, referiu Agnes Lam.

 

Já Teresa Vong, também docente na Universidade, sublinha que a tendência de melhores resultados das mulheres é comum em outros locais para além de Macau e pede para que se elimine de uma vez por todas o estereótipo de que os homens são mais aptos do que as mulheres.

 

“É muito comum, sinceramente, e não apenas em Macau. Há um estereótipo na nossa sociedade: os rapazes são melhores que as raparigas. Até em Macau, a maior parte das instituições, culturais, recreativas ou científicas são rapazes. Porquê?! Isto está cravado no nosso sistema educativo. Temos de corrigir este fenómeno e eliminá-lo”, opinou Teresa Vong.