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James Wong espera partilhar em Veneza “reflexão sobre Macau”
Terça, 07/03/2017

Partem amanhã para Veneza as 17 obras de James Wong que vão representar Macau na bienal de arte da cidade italiana.

 

Num encontro com os jornalistas promovido pelo Instituto Cultural, Wong mostrou-se tranquilo e preparado para o dia 13 de Maio, a data da abertura ao público de um dos mais importantes eventos da arte contemporânea, no qual Macau marca presença pela sexta vez. A “Biennale” termina a 12 de Novembro.

 

James Wong, presidente do Centro de Pesquisa de Gravura de Macau, apresenta “O Bonsai dos Meus Sonhos”.

 

As árvores em miniatura de origem japonesa servem de imagem e inspiração para o que é descrito como “a intenção do autor cultivar sonhos”. É o “desejo de uma vida espiritual de simplicidade e elegância”.

 

Religião, história, geografia e espécies da China antiga como pano de fundo onde se criaram esculturas e imagens, pintura e fotografia.

 

O passado trazido à memória para falar do presente, diz o artista: “É um pouco a reflexão dos meus sentimentos pessoais sobre o desenvolvimento da cidade de Macau. O espaço está cada vez mais denso e apertado. É como um pequeno jardim, um bonsai que gostava de cultivar como a minha cidade para ter a sensação de um retiro pessoal”.

 

Aos 57 anos, James Wong chega ao grande palco da arte contemporânea. Da experiência diz que não sabe o que pode esperar, mas é assim que deve ser. Tudo em aberto: “Não sei o que esperar. É a primeira vez que mostro o meu trabalho em Itália. Espero que possam partilhar o sentimento das obras. Não há nada concreto. O significado é aberto. Penso que será fácil encontrar o sentimento comum, o significado, os conflitos das ideias, o outro lado da ganância e da prosperidade”.