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CAM espera aumentar tráfego em 2012
Segunda, 16/01/2012
António Rato atribui a perda do número de passageiros no Aeroporto de Macau às ligações directas entre a China e Taiwan. Entre 2007 e 2011 houve uma quebra de 26,5 por cento no número de utilizadores da infra-estrutura. “Para além das vicissitudes que têm acontecido em termos de crise económica e as inundações na Tailândia, por exemplo, o facto essencial que conduziu a esta quebra foi a abertura dos voos directos entre Taiwan e a China em 2008. Tínhamos cerca de dois milhões e meio de passageiros em tranferência neste tipo de voos que têm sido diluídos ao longo dos anos. Felizmente, não foram todos de uma vez”, afirmou António Rato à Rádio Macau.

Ainda assim no ano passado, lembra António Rato, houve um “crescimento de dois por cento nos passageiros ponto a ponto enquanto tivemos um decréscimo de 40 por cento nos passageiros em transferência. Mas foram apenas 110 mil passageiros que perdemos em transferência”.

O volume de transporte de carga de mercadorias tem também vindo a diminuir. António Rato justifica essa redução com o facto de Macau ser “basicamente um centro de transferência” que era utilizado pela China para escoar os seus produtos, situação que acabou por ser alterado quando “os aeroportos de Cantão, de Shenzen e o de Hong Kong aumentaram a capacidade e, portanto, ficaram mais bem colocados para a exportação de bens da China do que Macau”.

Lembra ainda o responsável que a “própria China deixou de exportar tanto” devido à crise económica nos Estados Unidos e na Europa.

Para este ano, aponta António Rato, a aposta é nas ligações com a Índia. “Temos a esperança que se realizem ainda durante o decurso de 2012”, diz.

Para 2012, as previsões apontam para um aumento de passageiros para os 4 milhões e 300 mil, contra os 4 milhões e 45 mil passageiros em 2011.