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Lai Chi Vun: CE diz que segurança pública é "a prioridade"
Sexta, 03/03/2017

O Chefe do Executivo afirmou hoje que a segurança pública “é a prioridade” em Lai Chi Vun. É a reacção de Chui Sai On às queixas dos moradores dessa pequena povoação de Coloane que estão contra a demolição de alguns estaleiros navais, considerados em risco de ruína pelo Governo.

 

“No futuro como vamos proteger, como vamos embelezar, é preciso explicar isso tudo à população, mas a segurança pública é a prioridade. Só posso dizer isso, porque não sou profissional da área da segurança pública. Mas concordo com o que foi feito nos últimos seis meses. É seguro? Há risco? É preciso explicar isso à população, os meus colegas vão explicar”, apontou o Chefe do Executivo, manifestando apoio às autoridades governamentais envolvidas no planeamento da povoação de Lai Chi Vun.

 

Os moradores estão contra a demolição dos onze estaleiros que entendem fazer parte da história e herança de Macau. Os residentes da zona têm reiterado os pedidos ao Instituto Cultural para a inclusão a pequena povoação na lista da avaliação de património cultural.

 

Chui Sai On ressalva que o Governo valoriza o património cultural de Macau. E espera que a polémica possa terminar através de uma maior transparência por parte das autoridades. “É claro, e natural, que nós apreciamos muito o património cultural que Macau possui. Não vou passar por cima do profissionalismo dos meus colegas, no entanto, espero que as autoridades possam explicar ao público de uma forma mais detalhada a avaliação que fizeram”, acrescentou.

 

O grupo de Salvaguarda de Lai Chi Vun acusa o Governo de ter planos velados para permitir a construção de edifícios comerciais na zona. Os moradores ameaçam, em último recurso, ocupar os estaleiros navais caso o Governo avance com a demolição de alguns deles, prometida para este mês.

 

Dos restantes antigos espaços navais, três – duas casas e uma fábrica - vão ficar a cargo do Instituto Cultural, que ainda não definiu os planos de aproveitamento. Os outros quatro estaleiros continuam nas mãos de privados que terão procedido a obras de reparação.