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Manuel Porto: Investimento chinês na EDP mostra “confiança”
Sábado, 14/01/2012
Manuel Porto considera que o facto de a China, através da empresa Three Gorges, ter adquirido capital da EDP revela confiança no futuro da economia portuguesa. De acordo com as declarações, no Rádio Macau Entrevista, do antigo eurodeputado e professor convidado da Universidade de Macau, o facto de a China, "que pode investir em qualquer parte do mundo, ter escolhido Portugal é prova de confiança na economia” lusa.

Face ao contínuo crescimento do poder da China e de outras economias emergentes, Manuel Porto defende que a Europa tem de optar pela união. “Quando eu vejo que, em 2050, a primeira potência vai ser a China, a segunda a Índia, a terceira os Estados Unidos e a quarta o Brasil, é bom que se diga: ‘a Europa tem que se unir”.

O professor da Universidade de Coimbra e da Universidade Lusíada entende que o modelo europeu não está condenado, “a Europa não está perdida”, mas reconhece que falta liderança à União Europeia e critica o papel do eixo Alemanha-França. Neste sentido, Manuel Porto admite que as políticas que estão a ser adoptadas “não são as mais adequadas” para combater a crise das dívidas soberanas. No que diz respeito a Portugal, Manuel Porto é claro: há austeridade a mais e, sem crescimento, não se pagam as dívidas ou “cumprem os copromissos” com os credores. Relativamente ao modelo social europeu, Manuel Porto diz que “é o melhor que há”, mas reconhece que “tem que ser mais flexível”, por exemplo, que seja necessário trabalhar mais anos e que a idade de reforma passe a ser mais elevada.

Manuel Porto defende, ainda, uma maior união politica para a Europa e regionalização para Portugal. Os países mais eficientes, aponta, são os regionalizados, dando como exemplo a Dinamarca, que criou regiões há pouco tempo, nota o professor. O Rádio Macau Entrevista vai para o ar hoje ao meio dia e pode ser ouvido na página da Rádio Macau na Internet ou na segunda-feira, às 10,30 horas, quando o programa será retransmitido.