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Testemunha contradiz Ho sobre encontros confidenciais
Segunda, 23/01/2017

Na sessão desta manhã do julgamento de Ho Chio Meng, o Ministério Público continuou a tentar provar que o ex-Procurador da RAEM usou instalações oficiais para uso próprio e benefício de empresários próximos.

 

O Tribunal de Última Instância ouviu, esta manhã, um funcionário do MP que lidou com matérias confidenciais e encontros secretos: foi chefe do Departamento de Apoio Judiciário. Este serviço, como explicou já Ho Chio Meng em audiência de julgamento, foi criado para facilitar a cooperação judiciária entre Macau e a China, face à ausência de acordos entre as duas partes em matéria penal. 

 

A testemunha concretizou: disse que 'ajudava' na investigação de processos; caso as autoridades da RPC quisessem entrar em contacto com as partes envolvidas, organizaria um encontro, com natureza confidencial.

 

Pela experiência da testemunha, estas reuniões não decorriam nos espaços que Ho Chio Meng disse ter estabelecido para o efeito. Um dos exemplos é a chamada “sala de descanso para docentes” que, de acordo com a acusação, era antes usada pelo ex-Procurador para serviços de massagem.

 

A testemunha disse ainda que os dirigentes da China ficavam hospedados em hotéis e não na vivenda de Coloane que Ho Chio Meng diz ter arrendado para receber convidados do exterior.

 

O ex-chefe de departamento ressalvou, no entanto, que havia outros serviços responsáveis pela recepção de convidados. 

 

Esta manhã, a acusação tentou também provar que as empresas alegadamente beneficiadas por Ho Chio Meng com milhares de contratos usaram equipamentos e espaços arrendados pelo Gabinete do Procurador. Várias testemunhas disseram que viram funcionários das empresas a entrar e sair das instalações do MP, com frequência – ficaram com a sensação de que o espaço era de uso privado.