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Edifício centenário da Rua da Barca pode ser demolido
Quinta, 19/01/2017

O prédio centenário, localizado na intersecção da Rua da Barca com a Rua Manuel de Arriaga, pode ser demolido. O Instituto Cultural (IC) decidiu não incluir o imóvel numa lista que vai classificar nove monumentos e edifícios com interesse arquitectónico.

 

Há um ano, o presidente do IC, Guilherme Ung Vai Meng, garantia que o prédio tinha valor patrimonial. Além disso, mostrava-se confiante na recuperação do imóvel, parcialmente demolido com autorização da Direcção dos Serviços de Solos, Obras Públicas e Transportes, em 2013, quando já estava a ser preparada esta nova lista de património a classificar. No entanto, a decisão final acabou por ser outra.

 

“Não conseguimos atingir um consenso. Está muito claro que o trabalho do Instituto Cultural já terminou. Pode-se fazer o planeamento urbanístico”, afirmou Guilherme Ung Vai Meng, esta tarde.

 

Na proposta inicial, o IC referia que a classificação do prédio obedecia a três critérios da Lei de Salvaguarda do Património Cultural. Em primeiro lugar, o imóvel representa um “testemunho notável das vivências ou de factos históricos”. A “concepção arquitectónica” e “a sua integração urbanística ou paisagística” também têm valor. Por último, apresenta uma “importância” do “ponto de vista da investigação cultural, histórica, social ou científica”.

 

A chefe do Departamento do Património Cultural do IC, Leong Wai Man, sublinha que a intenção dos proprietários foi sempre arrasar com o prédio, que data, originalmente, de 1917.

 

“Pusemos [o edifício] no primeiro lote de classificação. Depois de uma série de consultas públicas, foram ouvidas muitas vozes. Recebemos opiniões dos proprietários, que manifestaram que discordam completamente [da preservação]. Consultámos o Conselho do Património Cultural. Também discordaram que seja um monumento. De acordo com estas opiniões, o Instituto Cultural sugeriu que não fosse incluído nesta lista”, disse Leong Wai Man.

 

Com este recuo, só nove monumentos e edifícios vão ser classificados. Entre estes estão quatro templos de Foc Tac, troços das antigas muralhas da cidade, a antiga Farmácia Chong Sai, a residência do general Ye Ting, o antigo estábulo e canil municipais e a Casa Azul, onde funciona a sede do Instituto de Acção Social. A lista obteve luz verde do Conselho Executivo, que passou para a Assembleia Legislativa o projecto de regulamento administrativo, que prevê ainda a criação de uma zona de protecção.