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Crimes graves aumentaram em 2011
Quinta, 12/01/2012
O número de processos instaurados pela Polícia Judiciária (PJ) aumentou 7,22 por cento no último ano, para 10.613 - 4.830 foram inquéritos.

Os crimes graves subiram quase todos em relação a 2010, com destaque para quatro homicídios, - o dobro do ano anterior - e para os 2.064 furtos, - mais 573. A PJ registou ainda 49 casos de extorsão, num aumento de 25 face a 2010. Nos casos de roubo verificou-se igualmente uma subida, desta feita de 11, para um total de 163.

O director da PJ, Wong Sio Chak, justifica o aumento dos processos em quase todos os crimes graves com “a melhor comunicação entre a comunidade e a polícia”, que despoletou uma subida no número de denúncias. Mas, o desenvolvimento da indústria do entretenimento também contribui para estes números. “O desenvolvimento rápido do território e o aumento célere do turismo afectam inevitavelmente a segurança de Macau”, afirmou, assegurando, contudo, que a Judiciária está atenta.

De facto, os casinos continuam a ser palco de muitos crimes. Nos casos relacionados com o jogo, houve, em 2011, mais 373 situações, num total de 2.028. Ainda neste âmbito, foram registados mais quatro sequestros, num total de 20, e a agiotagem saltou para 175 casos, ou seja, mais 10 face ao ano anterior.

Em sentido contrário, notou-se um ligeiro decréscimo nos casos de burla, menos dois em comparação com 2010. Apesar da ligeira descida, Wong Sio Chak sublinhou que os crimes de burla aliados às novas tecnologias constituem um desafio para os agentes. “Um dos crimes com o qual nos preocupamos é a burla, especialmente, a burla com utilização de tecnologias avançadas. Vamos lançar operações contra este tipo de crimes, sendo que já há muitos anos nos debruçamos sobre estas matérias”, referiu, salientando que foram criadas duas divisões para o combate aos crimes informáticos e ainda dada formação, neste campo, aos agentes.

Nos crimes relacionados com a droga verificou-se também uma ligeira descida. No entanto, a Judiciária considera que os 14 casos de transporte de estupefacientes no corpo, detectados no Aeroporto Internacional de Macau, “continuam a ser bastante preocupantes”.

Além disto, os dados da PJ apontam ainda para um aumento do número de não-residentes envolvidos em crimes. Foram presentes ao Ministério Público, 170 pessoas, mais 11 comparativamente a 2010.

Questionado sobre o desenvolvimento do caso Luís Amorim e do caso do advogado que foi atacado com ácido, Wong Sio Chak respondeu que não há, neste momento, informações novas.