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Novo Macau na rua para alertar sobre reforma política
Quarta, 11/01/2012
A Associação Novo Macau manifestou-se hoje no Largo do Senado para alertar a população para a urgência da reforma política. A associação continua a insistir que um colóquio aberto à população em geral, entre oito totais, é insuficiente. “Apesar do que o Governo está a tentar explicar, isto reflecte que não quer saber da população. Para seguirmos o caminho da democracia tem de se ouvir a voz das pessoas e isto é exactamente o oposto do que a Administração está a fazer. Por isso, agora decidimos agir, viemos para a rua incentivar as pessoas a falar e a valorizar os seus direitos”, disse à Rádio Macau o vice-presidente, Scott Chiang.

A associação quer, desta forma, incentivar os residentes a falar sobre o desenvolvimento do sistema político, já que, sublinhou Scott Chiang, “foram educados para ficar em silêncio quando se trata de política”. “Isto [reforma política] é algo que nos diz respeito e devemos todos participar. Nós acreditamos, pelo que temos falado com os residentes, que eles estão preocupados com o facto de os seus direitos não estarem a ser representados na Assembleia Legislativa ou no Conselho Executivo. Mas, ao mesmo tempo, sentem-se impotentes para mudar isso. Nós dizemos-lhes que juntos podemos alterar a actual situação”, referiu.

No dia 4 de Fevereiro, a Novo Macau vai ainda organizar a sua própria auscultação pública sobre a revisão das leis eleitorais para perceber o que a população quer. As opiniões recolhidas na iniciativa vão ser incluídas numa proposta que a associação vai entregar ao Governo, que terá por base a perspectiva de eleição de mais três deputados por sufrágio directo e de redução também de três, entre nomeados e eleitos pela via indirecta.

Scott Chiang considera “absurdo” o aumento do número de lugares para a via indirecta - que tem sido defendido por muitos políticos e associações tradicionais -, porque, assim, “nada ficará mais democrático”. O dirigente associativo apontou ainda que “os lugares indirectos nem sequer são mesmo votados”, mas sim “negociados”.

Ainda sobre as opiniões que foram dadas nos primeiros colóquios sobre a revisão eleitoral, Scott Chiang criticou a sugestão do Chefe do Executivo assegurar um lugar, entre os deputados nomeados, para um jovem. “Este é um pensamento muito retrógrado. Os jovens devem ser mais elegíveis e também mais ambiciosos. Se és capaz de representar a juventude, tenta ser eleito pela via directa, não peças favores ao Governo! Era assim que as pessoas de Macau deviam ser”, rematou.