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Ng Lap Seng financia torres gémeas mais altas do mundo
Quinta, 05/01/2017

Duas empresas chinesas vão construir na capital do Camboja, Phnom Penh, duas torres gémeas que vão ser as mais altas do mundo. O projecto tem um orçamento de 2700 milhões de dólares e é financiado por uma empresa cambojana e por outra de Macau, Sun Kian Ip Group, fundada por Ng Lap Seng.

 

A empresa do imobiliário que é presidida pelo magnata de Macau é uma das promotoras de um projecto que promete bater recordes, superando a altura das Petronas, em Kuala Lumpur.

 

Projectadas para as margens do rio Mekong, vão ter 560 metros de altura (mais 108 do que as Torres Petronas).

 

No entanto, o principal financiador é o Thai Boon Roong Group, do Camboja, que vai dar o nome aos arranha-céus.

 

O projecto foi anunciado no Camboja em Julho de 2015, dois meses antes de Ng Lap Seng ter sido detido em Nova Iorque.

 

Mas, de acordo com a Xinhua, foi só no último dia de 2016 que ficou acertado que duas empresas chinesas iam construir as torres no prazo de cinco anos.

 

Em Fevereiro do ano passado, o jornal Phnom Penh Post informava que o projecto estava "em dúvida".

 

Além dos elevados custos que suscitavam cautelas entre o sector imobiliário cambojano, em causa estava ainda o facto de Ng Lap Seng ter sido detido em Nova Iorque, suspeito de envolvimento num caso de corrupção que tinha como figura central o antigo presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, John Ashe.

 

Ng Lap Seng é acusado de subornar o diplomata em mais de 500 mil dólares, para que Ashe apoiasse a construção de um centro de convenções em Macau, um projecto do Sun Kian Ip Group.

 

Ng Lap Seng ainda aguarda julgamento, que tem data marcada para 23 de Janeiro. Em Dezembro de 2015, a defesa exigiu que o magnata começasse a ser julgado de imediato, argumentado que havia “danos irreparáveis” aos negócios.

 

Em Fevereiro de 2016, o Phnom Penh Post citava um porta-voz do Ministério do Comércio cambojano, Ken Ratha, afirmando que não tinham informações sobre a empresa de Macau ou Ng Lap Seng.

 

Apesar de a imprensa oficial chinesa ter noticiado a assinatura do contrato com as empresas chinesas, o grupo Wuchang Shipbuilding Industry e a Sino Great Wall International, no Camboja, o projecto ainda não está completamente esclarecido.

 

O jornal Khmer Times escreveu no passado dia 3 que as autoridades de Phnom Penh não recebem actualização de informações sobre o empreendimento desde que foi anunciado.

 

A proposta de construção foi aprovada, mas o município diz nada saber sobre prazos.