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Sistema político: Governo "não deve copiar modelos"
Segunda, 18/04/2011
No período antes da ordem do dia, na sessão plenária desta segunda-feira, 18 de Abril, quatro deputados abordaram a questão da reforma do sistema político em Macau. E tiveram de acordo: Macau não está ainda preparado para o sufrágio universal e não se pode copiar modelos já adoptados por outras regiões ou países.

Tsui Wai Kwan diz que este não é o momento adequeado para avançar com a reforma, pois, defende, não há consenso na sociedade.Para o deputado a ser “lançada uma proposta que não reúna o consenso social, irá confrontar-se inevitavelmente com diversos obstáculos à sua concretização, podendo mesmo haver o risco de agravamento dos conflitos e de desagregação social”. Para Tsui Wai Kwan, “Macau tem de se adaptar à realidade e às características locais”, sem “atalhos, nem copiar completamente as experiências de outros sítios”.Na sua opinião, o Governo não deve definir o rumo e o objectivo do sistema.

No mesmo sentido foi a intervenção de Ung Choi Kun. O deputado diz não ser possível fazer comparações com Hong Kong, porque cada território tem a sua Lei Básica. Ung Choi Kun pede um estudo aprofundado por parte do Governo “sobre a margem de desenvolvimento do sistema, tendo em conta a Lei Básica,a fim de, com base no consenso social, promover gradualmente o desenvolvimento do nosso sistema político”.

Angela Leong pediu também um estudo aprofundado sobre o tema. “Em face das exigências da sociedade sobre esta matéria, o Governo pode realizar um trabalho de ampla auscultação pública, observando rigorosamente o disposto na Lei Básica para pode reunir, primeiro, o consenso na sociedade e, depois, efectuar estudos sérios sobre a questão do desenvolvimento do sistema político de Macau.

Chan Chak Mo entende que o actual modelo tem “provado ser adequado às necessidades do desenvolvimento de Macau”. Ainda assim o deputado lembra que “não se pode descurar a importância da educação civíca. É necessário consciencializar os cidadãos sobre a noção de sujeito, a fim de que assumam o papel de efectivos sujeitos nos assuntos políticos e públicos, e tomem ainda parte activa nas relações sócio-políticas”. Isso "contribuirá para um conhecimento mais claro sobre o passado, o presento e o futuro de Macau, que os impulsionará a participarem, voluntária e racionalmente, nos assuntos sociais e políticos".