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Executivo admite ceder no projecto para Pátio da Claridade
Sexta, 30/12/2016

Governo admite maior flexibilidade em relação à requalificação do Pátio da Claridade, na zona do Porto Interior.

 

O projecto, a cargo da STDM, está num impasse há, pelo menos, cinco anos, com o Executivo a exigir que todas as características do conjunto arquitectónico sejam mantidas – até hoje. Houve um recuo nesta posição.

 

Após uma reunião com o Conselho de Planeamento Urbanístico, as Obras Públicas e o Instituto Cultural cederam e consideram agora exigir apenas que sejam mantidas as fachadas dos edifícios. Os dois departamentos “vão reunir-se para alterar a proposta de planta de condições urbanísticas hoje apresentada, em função das opiniões dos membros do conselho”, disse o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário.

 

O governante adiantou ainda que as Obras Públicas vão fazer uma vistoria para apurar se há, de facto, mais edifícios em risco de ruína. Caso o cenário de alta degradação se confirme, a STDM terá de fazer obras de reparação.

 

Este mês, o Governo fez uma consulta pública sobre as condições urbanísticas do local, mas desconhecem-se, por enquanto, os resultados.

 

Os membros do Conselho dizem que é irrealista exigir a recuperação total do Pátio de Claridadade. Entre eles está o arquitecto Rui Leão: “É uma construção bastante precária, feita nem sequer em betão, mas numa espécie de cimento reforçado. Não é razoável pensar que se consegue fazer a renovação desta estrutura”.

 

O Pátio da Claridade é formado por 48 casas de tijolo cinza, com características diferentes, mas que juntam elementos chineses com outros de matriz europeia.