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EUA acusam dois residentes de Macau de espionagem comercial
Quarta, 28/12/2016

Dois residentes de Macau estão a ser acusados pelos Estados Unidos de venderem informação comercial confidencial. Os dados terão sido obtidos através de redes e servidores de firmas de advogados, que foram pirateados.

 

Iat Hong e Chin Hung fazem parte de um grupo de três ciberpiratas chineses envolvidos no mais recente caso de espionagem comercial nos Estados Unidos. Estão acusados de conspiração, abuso de informações privilegiadas, fraude financeira e intrusão informática em computadores, juntamente com Bo Zheng, natural de Changsha, na província de Hunan.

 

Os três homens terão conseguido fazer cerca de 32 milhões de patacas ao comprarem e venderem acções em pelo menos cinco empresas, usando informação confidencial de escritórios de advogados.

 

De acordo com a agência Reuters, Iat Hong tem 26 anos e foi detido, no sábado, em Hong Kong. Hung, com 50 anos, e Zheng, de 30, aguardam julgamento em liberdade.

 

Para as autoridades americanas, este caso serve de alerta internacional: os Estados Unidos não têm dúvidas de que as firmas de advogados estão entre os principais alvos de ataques informáticos pelo tipo de informação que armazenam.

 

Os ciberpiratas chineses agora acusados terão começado as operações em Abril de 2014.  Os três homens terão entrado nos servidores de dois escritórios de advogados e atacado as contas de email de pessoal que estava a trabalhar em fusões e aquisições de empresas.

 

A acusação não identifica as firmas de advogados envolvidas no caso.

 

Os três chineses são, no entanto, suspeitos de terem comercializado informação roubada do escritório que representou a Intel, líder no mercado de processadores, na compra da Altera, outra empresa americana, que desenvolve chips. O negócio ocorreu em 2015 e valeu 133,4 mil milhões de patacas.