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Sónia Chan volta a negar pressões ou troca de favores
Sexta, 16/12/2016

A secretária para a Administração e Justiça reafirmou hoje não ter cometido qualquer ilegalidade ao ter recomendado, em 2008, um familiar para trabalhar no Ministério Público (MP). Nas primeiras declarações de viva voz sobre o caso, Sónia Chan negou a existência de pressões ou troca de interesses.

 

“Eu não tinha poder de decisão na altura, sendo coordenadora do Gabinete para a Proteção de Dados Pessoais. Não era possível fazer pressão alguma. Não há troca de interesses, não há nada ilegal”, afirmou a  secretária, em declarações aos jornalistas, na Assembleia Legislativa.

 

Na passada segunda-feira, no Tribunal de Última Instância, onde está a ser julgado, o ex-Procurador Ho Chio Meng referiu que as duas secretárias de apelido Chan [Florinda e Sónia] lhe tinham telefonado a recomendar um familiar para o MP.

 

Numa resposta por escrito aos jornais Tribuna de Macau e Ponto Final, Sónia Chan confirmou o telefonema para Ho Chio Meng, em 2008, quando era coordenadora do Gabinete para a Proteção de Dados Pessoais. A secretária negou, contudo, qualquer tipo de pressão ou troca de favores.

 

Apesar de se mostrar de consciência tranquila, a governante admite que deve ter, no futuro, mais cautela, uma vez que "é titular de um dos principais cargos" da Administração Pública. Sónia Chan diz que “a exigência da sociedade é maior” e que deve ter um “desempenho que corresponda às expectativas do público”.