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Neto Valente não apoia democratização do sistema político
Sábado, 07/01/2012
Jorge Neto Valente reafirmou que não apoia a democratização do sistema, considerando que os deputados nomeados prestam um melhor serviço do que os directamente eleitos. Para o advogado, a democracia plena pode não ser o melhor método para defender os interesses de Macau, tendo também em conta a corrupção no sufrágio directo. “Até hoje não houve uma eleição de sufrágio directo totalmente limpa. Houve sempre corrupção eleitoral. Não me venham dizer que é melhor pela corrupção eleitoral. Quanto mais barafunda houver, quanto mais discussão houver e quanto mais interesses em conflito houver para o sufrágio directo maior é a probabilidade de haver corrupção”, afirmou Neto Valente.

O advogado entende que “há melhores deputados entre os nomeados do que entre os do sufrágio directo” e não considera que “a solução para Macau seja a de nos aproximarmos rapidamente do sufrágio directo”. “Acho que seria desastroso e acho muito bem que a Lei Básica não obrigue sequer que haja sufrágio directo para toda a gente”, acrescentou.

O também presidente da Associação dos Advogados de Macau participou ontem na terceira sessão dos colóquios sobre o Desenvolvimento do Sistema Político. Aos jornalistas, Neto Valente afirmou que “não é indispensável alterar a Lei Básica” no que toca às eleições para o Chefe do Executivo nem para a Assembleia Legislativa. Lembrando que em “política não se faz só o que é necessário, faz-se o que é politicamente correcto”, Neto Valente diz não ter dúvidas de que, em Macau, vai mesmo avançar-se para a reforma política. “Em Macau é natural, não por necessidade de progresso político mas porque é politicamente correcto”, afirmou.