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DSEJ satisfeita com resultados dos exames PISA
Quarta, 07/12/2016

A directora dos Serviços de Educação e Juventude (DSEJ) reagiu com satisfação aos resultados de Macau no Programa Internacional de Alunos (PISA) da OCDE. Esta manhã, Leong Lai sublinhou que fica provado que o “investimento na educação” e as “políticas” para o sector favoreceram o desenvolvimento educativo do território.

 

Apesar dos alunos locais terem tido resultados acima da média, o Governo quer basear-se em alguns dados do PISA para aperfeiçoar o sistema de ensino. “São exames feitos pelos alunos de Macau com 15 anos e verificamos que, neste ciclo de 2015, houve um bom desempenho geral. Claro que há algumas matérias que vamos analisar e servem como referência para a futura política educativa”, apontou Leong Lai, à saída do programa Fórum do canal chinês de rádio da TDM, e um dia depois de conhecidos os resultados.

 

Os alunos de Macau foram os terceiros melhores em matemática e os sextos em literacia científica nos testes PISA de 2015, feitos em 72 países e economias. Em termos de leitura, os estudantes locais obtiveram mais 16 pontos que a média.

 

Ainda assim, Cheung Kwok Cheong, do Centro de Investigação de Testes e Avaliação Educativa da Universidade de Macau, identifica o desapego pela leitura como um dos problemas mais complicados do ensino do território. “Estamos no século XXI, a leitura não envolve só livros, os alunos também podem ler no IPAD, no telemóvel e na internet. É importante promover o interesse pela leitura por parte dos alunos. Este é um problema complicado mas vamos ajudá-los a melhorarem a literacia e essa melhoria só pode acontecer através da educação.”

 

Já fazendo uma comparação com os resultados anteriores, Cheung Kwok Cheong realça que os alunos de Macau estão no caminho certo. “Nós temos mais alunos com bons resultados, o que é bom para a competitividade em termos internacionais. Também temos mais alunos de nível médio e alto e, este ano, registámos uma diminuição no número de alunos com baixo desempenho equivalente a menos 10 por cento do que na edição anterior. A OCDE diz que Macau já está a entrar na segunda fase que é a da equidade educativa.”

 

O relatório da Universidade de Macau sobre os dados da OCDE admite, no entanto, que são precisas medidas para evitar desigualdades no desempenho escolar em função do género. Os resultados do PISA 2015 mostram que, em Macau, as raparigas tiveram melhores resultados do que os rapazes, desta vez em todas áreas analisadas.