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PISA 2015: Ensino em Macau “é de alta qualidade e justo”
Terça, 06/12/2016

Macau bateu vários recordes nos testes do PISA de 2015, o Programa Internacional de Avaliação de Alunos. Os estudantes de Macau estão entre os três melhores do mundo a matemática e em sexto a ciências. Pela primeira vez, as raparigas ultrapassaram os rapazes em todos os testes. Macau é ainda a região onde a situação económica das famílias tem menos influência no desempenho escolar.

 

A garantia é dada pela Universidade de Macau (UM), de acordo com os dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), divulgados hoje. “Estamos muito satisfeitos porque temos também alunos de famílias carenciadas em Macau, mas não foram influenciados por esta situação. Conseguiram mostrar bom desempenho”, diz Cheung kwok Cheung, director do Centro de Investigação de Testes e Avaliação Educativa da UM.

 

A conclusão a retirar dos resultados do PISA, para o responsável, é uma: “O sistema educativo de Macau é de alta qualidade e justo”.

 

Os Serviços de Educação e Juventude associam a não-discriminação em função da situação económica ao alargamento da rede de ensino gratuito. O Governo subsidia cada vez mais escolas particulares: a meta é que haja 101 escolas a integrar a rede até 2018.

 

Nesta edição do PISA, Macau manteve-se em 12° lugar na avaliação de conhecimentos de leitura, mas subiu seis pontos a matemática e está agora em terceiro lugar, depois de Hong Kong e Singapura. Na ciência, há também melhorias: os alunos de Macau estão na sexta posição, subindo oito pontos no ranking.

 

Os testes foram dirigidos a alunos com 15 anos. Ou seja, estes são os resultados da geração nascida depois da transição, como sublinha Cheung Kwok Cheung: “Os alunos que participaram neste PISA nasceram em 1999, o ano do regresso de Macau à pátria. Portanto, é muito significativo”.

 

Foram avaliados 4.476 alunos, distribuídos por 45 escolas. A Escola Portuguesa de Macau também participou.