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LAG: Ensinar chinês em Portugal “é boa sugestão”
Sexta, 02/12/2016

De Macau para o mundo. O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, quer formar tradutores para o mercado chinês e lusófono, e diz que é uma boa ideia enviar professores de Macau para Portugal. A proposta saiu da Assembleia Legislativa, com o deputado nomeado Tommy Lau, a defender que o bilinguismo é uma estrada de dois caminhos.

 

No segundo dia de debate das Linhas de Acção Governativa da tutela, Alexis Tam declarou-se totalmente empenhado em pôr os portugueses a falar chinês – dentro e fora de Macau. O secretário confirmou que a política do Governo para o bilinguismo inclui o ensino do mandarim e do cantonense para falantes de português.

 

Há 100 alunos portugueses a aprender chinês em Macau. O número deverá subir com a abertura, na Universidade de Macau, do Centro de Ensino e Formação de Bilingues, prevista para o próximo ano.

 

Alexis Tam diz que o Centro posiciona Macau como um lugar priviligiado para o ensino das duas línguas. Mas olha além-fronteiras: “Perguntaram-me se é possível levarmos professores de Macau para Portugal para ensinarem chinês. É uma boa sugestão. Sei que Portugal já acolhe professores vindos da china para ensinarem mandarim”.

 

Há dois meses, numa visita a Macau, o ministro português da Educação, Tiago Brandão Henriques, disse que Portugal pretende duplicar os professores de chinês nas escolas portuguesas, de 11 para 22. Pediu também que os Serviços de Educação e Juventude destacassem professores.

 

Em Portugal, o ensino do mandarim começou no último ano lectivo, em 12 escolas.

 

As declarações de Alexis Tam não convenceram alguns deputados. Pereira Coutinho apontou para a fraca qualidade de alguns tradutores e acusou o Governo de estar a fazer teatro.

 

O secretário reconheceu que a relevância dada ao ensino do português e explicou que “não houve tanta formação no passado” por causa das “necessidades”. “Nós precisaremos de 200 tradutores de chinês/português. Mas a China vai precisar de mais. Por isso, não queremos formar só pessoas para Macau. Esperamos que os nossos formandos sejam os construtores de pontes entre a China e o mundo lusófono”, acrescentou.

 

Alexis Tam está certo de que as duas línguas oficiais de Macau vão “encontrar um melhor futuro”.