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LAG: Carreiras dos professores do ensino público vão mudar
Quinta, 01/12/2016

O ensino dominou a primeira parte do debate das Linhas de Acção Governativa para 2017 da pasta dos Assuntos Sociais e Cultura. Os deputados confrontaram Alexis Tam com as condições de trabalho dos professores e pediram melhorias – o secretário acenou com uma revisão ao regime de carreiras para os professores das escolas oficiais do ensino não superior.

 

Sem entrar em detalhes, Alexis Tam adiantou que a Direcção dos Serviços de Educação já está a trabalhar na proposta de lei, sem datas para ser entregue à Assembleia Legislativa. 

 

A última alteração ao regime das carreiras foi feita em 2010 e é criticada desde então. A resposta do secretário ao cenário de precariedade traçado pelos deputados.

 

Chan Hon, da Associação de Educação, foi uma das vozes mais críticas. A deputada falou em falta de professores, contratos precários, falta de garantias na reforma e diferenças de tratamento entre os docentes do ensino privado e do público.

 

Alexis Tam reconheceu a pressão sobre o pessoal docente e também admitiu falhas no ensino especial.

 

Da ala empresarial, saíram reparos aos gastos na área do ensino. Mas aqui, Alexis Tam puxou pelos galões. O secretário revelou em primeira mão que Macau melhorou nos testes do PISA [Programa de internacional de Avaliação de Alunos]. “Os resultados ainda não foram divulgados pela OCDE mas já sei que os nossos alunos já progrediram na ciência, na leitura e na matemática. Conseguiram uma pontuação melhor do que em anos anteriores. Já estamos nas posições mais acima do ranking da Ásia.

 

Para o secretário, os resultados do PISA provam que o aumento de investimento público na educação foi bem feito. Ainda assim, Alexis Tam voltou a ser criticado pelos gastos com o ensino.