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Governo promove rastreio ao segundo cancro mais comum
Sexta, 18/11/2016

Os Serviços de Saúde avançam este ano com um programa de rastreio do cancro colo-rectal, depois do teste feito no ano passado. O plano está traçado até 2018, é gratuito para os residentes entre os 60 e os 69 anos e implica uma despesa pública de nove milhões de patacas por ano, a ser distribuída por três hospitais privados.

 

Desta vez, o alvo é maior: há 16 mil residentes que, a partir deste mês, podem pedir para fazer o rastreio do cancro colo-rectal, de forma gratuita. Os Serviços de Saúde esperam, no entanto, que apenas metade se inscreva no programa e é por aqui fazem as contas à despesa prevista.

 

O cancro colo rectal matou 101 pessoas em Macau, em 2014. É o segundo cancro mais comum e mais fatal, no território. Há dois anos, registaram-se 253 novos casos.

 

A tendência é de agravamento, diz Lam Cheong, chefe do Centro de Controlo e Prevenção da Doença: “A taxa de incidência do cancro colo-rectal está numa fase de aumento (...) Mas, actualmente, há vários tratamentos para reduzir o risco e, se for detectado precocemente, pode ser tratado”.

 

O rastreio tem duas fases. A primeira é uma análise às fezes, feita nos Centros de Saúde. Nos casos em que for detectado sangue, os doentes serão encaminhados para um de três hospitais privados onde farão uma colonoscopia. O hospital público, indica Lam Cheong, “não tem condições”. “Temos muito trabalho no serviço, por isso temos de colaborar com outros hospitais”, frisou.

 

No serviço público, há pessoas que esperam dois anos por uma colonoscopia.

 

Para este novo programa, é dada priorirdade aos residentes entre os 60 e os 69 anos por dois motivos: capacidade económica e o facto de a idade média de incidência ser de 67.5 anos.

 

A recomendação internacional é que o rastreio seja feito entre os 50 e os 74 anos.

 

No caso de Macau, foi tido em conta o Orçamento da RAEM: em 2017, a saúde conta com sete mil milhões de patacas, mais 166 milhões de patacas do que este ano. Os Serviços de Saúde dizem que as pessoas entre os 50 e os 59 anos e entre os 70 e os 74 podem usar os vales de saúde, no valor de 600 patacas.

 

Além dos limites de idade, só podem aderir ao programa os residentes que não fizeram nenhum tipo de rastreio, nos últimos dois a cinco anos.

 

No ano passado, ao abrigo do programa piloto, foram diagnosticados seis tumores malignos em 995 residentes que fizeram os exames.