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CE: Despesas com habitação afectam qualidade de vida
Quarta, 16/11/2016

O Chefe do Executivo admite que a habitação é um problema. O tema dominou a sessão desta tarde na Assembleia Legislativa, onde Fernando Chui Sai On respondeu a perguntas dos deputados sobre as políticas para 2017.

 

O governante defendeu que o peso das despesas com habitação “é elevado e apenas ligeiramente inferior à situação de Hong Kong”.

 

“Tem a ver com a qualidade de vida, e todos sabem que agora leva muito tempo até se conseguir pagar uma casa. Para uma família, suportada por um casal, mais de 40 por cento das receitas vão ser canalizadas para essa finalidade, o que vem afectar a qualidade de vida da família. Assim, o Governo vai fazer todos os esforços para, dentro do Plano Quinquenal, clarificar a reserva de terrenos, suficientes para a construção de habitação pública e também privada”, afirmou.

 

O Executivo espera ainda que “haja um equilíbrio de procura e oferta de modo a que os preços dos imóveis possam então descer”.

 

Nesta sessão foram vários os deputados a pedir mais esclarecimentos sobre as fracções públicas a construir e o respectivo calendário. Mas Fernando Chui Sai On pouco ou nada adiantou, reiterando que a zona A dos novos aterros vai ter 28 mil fracções.

 

Sobre o futuro do terreno do Pearl Horizon, o governante diz que o Executivo só pode agir depois de haver uma sentença. Fernando Chui Sai On garante que tem estado a trabalhar sobre o assunto com Sónia Chan, secretária para a Administração e Justiça, e Raimundo do Rosário, da tutela das Obras Públicas.

 

“Não querendo com isto dizer que nós não nos preocupamos com a situação desses promitentes compradores. Temos desenvolvido um grande volume de trabalho mas não podemos não seguir o que está determinado nas leis. Por isso, há que reunir as condições estabelecidas na lei. Eu e os meus três colegas estamos a resolver a questão, em termos de impostos, etc.”, acrescentou.