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Divergências no festival de cinema sem explicação
Segunda, 14/11/2016

A saída de Marco Müller da direcção artística do Festival Internacional de Cinema marcou a apresentação do programa anunciado, esta tarde. A comissão organizadora, encabeçada pela directora dos Serviços de Turismo, continua a afirmar que a demissão se deveu a “divergências”, sem especificar quais.

 

“Há um possível processo judicial. Por isso, não devemos comentar. Se comentarmos, isso pode beneficiar uma das partes. Somos uma entidade governamental, acho que não devemos estar a fazer mais comentários”, referiu Helena de Senna Fernandes.

 

As divergências de Marco Mueller terão acontecido com a Associação de Cultura e Produções de Filmes e Televisão de Macau. O presidente, Alvin Chau, esteve na conferência de imprensa desta tarde, mas não quis comentar o caso. Quem deu o corpo às balas foi Helena de Senna Fernandes, que explicou como decorreram as últimas três reuniões em que participou.

 

“Há sempre diferenças em termos artísticos. Mas, pelo menos nas reuniões que assisti, no final de qualquer discussão, chegou-se a uma conclusão ou a um consenso. Por isso, não esperava que acontecesse isto”, afirmou a directora dos Serviços de Turismo, que assume agora o cargo de Marco Müller.

 

“Não posso dizer que não há transtornos. Há transtornos. Estamos a enfrentar as dificuldades, mas estamos confiantes que um festival não é feito por uma pessoa. É uma constituição de muitas partes”, salientou Helena de Senna Fernandes.

 

Na primeira edição do Festival Internacional de Cinema, há 11 filmes em competição. O evento tem a duração de seis dias e arranca a 8 de Dezembro.