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Censos 2011: densidade populacional afecta mais Macau
Quinta, 29/12/2011
Os resultados preliminares dos Censos 2011 indicam que a população continua a crescer a um ritmo mais acelerado do que a área total do território. A 12 de Agosto viviam em Macau 552.500 pessoas, o que representa uma subida de 26,9 por cento face a 2001, - ano dos últimos censos.

Enquanto a população cresceu, na última década, uma média de 2,4 por cento por ano, a área total do território só alargou 1,4 por cento. Em 2011, há, portanto, 18.600 pessoas por metro quadrado, mais 10,3 por cento comparativamente a 2001. A directora dos Serviços de Estatísticas e Censos, Kong Pek Fong, admitiu, em conferência de imprensa, que a zona norte continua a ter a maior densidade populacional no mundo, acentuando-se a tendência, sobretudo, na Areia Preta e no Iao Hon.

A qualidade de vida em Macau tem-se degradado também em termos habitacionais. Os resultados dos censos apontam para um maior número de agregados familiares à procura de casa, havendo agora mais pessoas a alugar e menos a adquirir habitação. “Devido ao aumento da população e dos agregados familiares e à subida do preço dos imóveis (...) só 70,4 por cento do total dos agregados moram em casa própria. O número diminui significativamente 6,1 pontos percentuais face a 2001”, sublinhou Kong Pek Fong.

Numa divisão da população por grupos etários, verifica-se que a faixa dos adultos foi aquela que mais cresceu. O aumento de 9,7 por cento pode ser explicado pela contratação de trabalhadores não residentes. Em sentido contrário, há uma descida proporcional (9,7 por cento) no número de jovens, dos 0 aos 14 anos.

Os Censos 2011 referem ainda que, tal como há dez anos, existem 92,3 homens por cada 100 mulheres. Além disso, aumentou o grupo de pessoas nascidas em Hong Kong e noutros países ou regiões. Quanto aos residentes de nacionalidade portuguesa, os números só vão ser divulgados em Abril, a par dos restantes resultados dos Censos 2011, disse Kong Pek Fong. A responsável revelou ainda que 50 agregados familiares recusaram-se a responder aos inquéritos, estando a ser estudada a possibilidade de sanções.