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Revista de imprensa de Macau e Hong Kong (Sexta-feira)
Sexta, 23/09/2016

A imprensa local vira essencialmente atenções para um relatório do Comissariado da Auditoria (CA) que critica a gestão dos espaços públicos feita pelo Instituto para os Assuntos Cívicos e Municipais (IACM). Em foco está ainda a segunda fase de construção de habitação em Mong Há. Em Hong Kong, os jornais fazem eco dos avisos de um responsável do Gabinete de Ligação por causa dos movimentos separatistas.

 

Jornais de Macau em língua chinesa  

 

O jornal Ou Mun dedica a primeira página à publicidade. No interior, destaque para a notícia do lançamento do concurso público para a segunda fase de construção da habitação social de Mong Há. O Governo aceitou seis propostas a concurso e rejeitou uma.

 

O Va Kio diz que, ao longo dos últimos dois meses, mais de mil pessoas foram detidas e enviadas para o Ministério Público. É o saldo da mega operação policial Trovoada que envolveu as forças policiais de Macau, Hong Kong e Guangdong.

 

Ou Mun Tin Toi

 

O canal chinês de rádio da TDM noticia, esta manhã, que entraram em Macau mais de 2,8 milhões de visitantes em Agosto. Os dados oficiais revelam assim uma queda anual de 5 por cento, mas, por outro lado, uma subida de 3,1 por cento em comparação com o mês anterior de Julho.

 

Jornais de Macau em língua portuguesa

 

“Recados maiores” escreve o Hoje Macau. Falta de segurança, lixo acumulado, riscos para idosos e crianças. O relatório do CA não poupa críticas ao IACM, acusando-o de falhas e desperdício de recursos na gestão dos espaços de lazer. Referência na primeira ainda para o contrato que vai trazer mais uma centena de rádio-táxis ao território.

 

A manchete do Jornal Tribuna de Macau diz “funcionários bilingues duplicaram em 10 anos”. O mais recen­te Relatório de Recursos Humanos da Administração Pública, em Dezembro de 2015, dá conta de 16.301 funcionários bilingues, número que reflecte um crescimento de 102,3 por cento face a 2006. “Espaços públicos de lazer com riscos de segurança”, é o título do destaque fotográfico a propósito do relatório do CA sobre o IACM.

 

O Clarim publica uma fotografia de D. Arquimínio, a propósito do seu falecimento. O jornal realça que o último bispo português de Macau era “diplomata, inteligente e amigo” e preparou a Diocese para o pós-1999. Chamadas de primeira ainda para reportagens sobre a diáspora chinesa em Portugal e para o encontro dos avós indo-portugueses

 

O semanário Plataforma titula “negócios ligam Macau a Portugal”. As associações de jovens empresários macaenses “aguardam com expectativa” pelo resultado da promessa de cooperação selada em Lisboa por Chui Sai On. Ainda em grande plano nesta edição está o sistema de video-vigilância em espaços públicos, com a preocupação de Jason Chao, vice-presidente da Associação Novo Macau, em relação à “falta de transparência”.

 

Em manchete, sobre o relatório do CA, o Ponto Final escreve “perigos públicos”. Placas partidas, equipamentos enferrujados, lixo acumulado nos canteiros, ervas daninhas nos espaços de recreio são as falhas destacadas. Ainda espaço na primeira para o futebol: “o sonho em compasso de espera” – apesar de fazer parte do plantel do Olhanense, o melhor jogador de Macau, Chan Man, ainda não está inscrito na Liga Portuguesa de Futebol.

 

Jornais de Macau em língua inglesa

 

O Business Daily titula “IACM criticado” – apesar de ter gastado 98,6 milhões num ano, o IACM recebe críticas do CA por causa da má gestão dos espaços recreativos. Noutro destaque, o diário económico dá conta das seis propostas entregues ao concurso público para a construção da segunda fase da habitação social de Mong Há.

 

O Macau Daily Times faz também manchete com o relatório da Auditoria que “critica o IACM por causa de espaços públicos pouco seguros”. A fotografia remete para a notícia de que parte da Muralha da China foi “desfigurada em nome da restauração”.

 

O Macau Post também dedica o título principal ao relatório do CA. Este jornal publica ainda fotografias que atestam a falta de cuidados em alguns espaços públicos a cargo do IACM. Noutro título lê-se que a China “vai ajudar” Moçambique a construir um parque industrial. Já a fotografia na primeira remete para a notícia de que a China e o Canadá anunciam conversações sobre comércio-livre.

 

Jornais de Hong Kong em língua inglesa

 

O China Daily realça que as empresas privadas da China ultrapassaram pela primeira vez as públicas em termos de investimento estrangeiro. O destaque fotográfico deste jornal oficial chinês é feito com a fotografia de um encontro relaxado entre o primeiro-ministro da China, Li Keqiang, e o homólogo canadiano, Justin Trudeau. Os dois governantes inauguraram os diálogos anuais no Canadá.  

 

O South China Morning Post titula “não haverá independência por mil anos e sempre”. Assim, em foco as palavras do líder do departamento jurídico do Gabinete de Ligação do Governo Central em Hong Kong. Wang Zhenmin afirmou ainda que a cidade “está doente” e “precisa de medicamentos”, por causa dos movimentos separatistas. Este responsável acrescenta que ideias desse género surgem como reacção “aos receios” de que a China possa “fazer sombra” a Hong Kong.

 

O Standard destaca a mesma notícia, referindo que Wang Zhenmin alertou para o “caos” que surge dos movimentos independentistas e que poderá afectar Hong Kong a “100 por cento” e apenas beliscar a China.