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Demência: inaugurado novo centro com serviços que já existem
Quarta, 21/09/2016

Sem qualquer investimento adicional, nem novos especialistas, foi hoje inaugurado o Centro de Diagnóstico e Tratamento da Demência, no rés-do-chão do edifício das Urgências do hospital público. Os serviços, clínicos e terapeutas são os que já existem para avaliar e tratar doenças como Alzheimer – a diferença é que passam a estar concentrados, em vez de continuarem divididos entre os Serviços de Saúde e o Instituto de Acção Social.

 

O coordenador do centro, Alvis Lo, diz que há plena capacidade para responder à procura, mesmo sem aquisição de novos equipamentos ou contratação de pessoal. “Não recrutamos novos médicos, continuamos com os médicos que temos. Vamos fazer uma redistribuição dos trabalhos. Já temos os equipamentos, por isso não tivemos um investimento adicional na construção deste espaço. Espera-se que, através da colaboração entre diversos serviços, possa haver um melhor aproveitamento dos nossos recursos”, sublinha.

 

O Governo acredita que vai reduzir o tempo de espera: actualmente, é preciso esperar cerca de um mês para a primeira consulta. Estima-se que haja em Macau quatro mil pessoas com demência, mas há apenas mil casos confirmados.

 

O Centro terá capacidade para atender entre 20 a 30 pessoas por dia. Mas os serviços podem ser suspensos. Isto porque funcionam na zona das urgências. Alvis Lo reconhece que as condições são limitadas: “O nosso hospital tem o espaço limitado. Mas, [mesmo] com o espaço limitado, temos de realizar este trabalho. Podem ver que o Centro está incorporado neste edifício [das Urgências]. Temos umas remodelações bonitas lá dentro. Mas, para além, das tarefas de diagnosticar a demência, às vezes, teremos que ceder o nosso espaço para tratar de outras situações urgentes”.

 

Alvis Lo diz que foi já feito um exercício de simulação para avaliar a capacidade de resposta em casos de urgência.

 

Em dias normais, o centro oferece consultas de geriatria, psiquiatria e neurologia.

 

O secretário para os Assuntos Sociais e Cultura, Alexis Tam, esteve presente na inauguração do Centro, mas não prestou declarações aos jornalistas.

 

Antes da visita ao hospital e, em Dia Internacional da Doença de Alzheimer, Alexis Tam esteve também no Centro de Cuidados Especiais Longevidade da Caritas, onde foi elogiado por Paul Pun. O secretário-geral da Caritas aplaudiu a promessa de mais investimento público no tratamento da demência.