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Fórum do Livro teve apenas um quarto do apoio pedido
Terça, 20/09/2016

O Fórum do Livro de Macau em Lisboa, que se realiza entre 24 de Outubro e 3 de Novembro, apresentado como “a maior acção de promoção da literatura de Macau nos últimos 30 anos”, vai realizar-se com um orçamento que ronda as 120 mil patacas, apenas um quarto do apoio pedido ao Instituto Cultural.

 

Debates, palestras e o lançamento de três livros num programa distribuído por nove dias que só não tem mais porque o apoio não deu, diz Rogério Beltrão Coelho, presidente da Associação Amigos do Livro em Macau, que está por detrás deste evento anunciado hoje em conferência de imprensa: “Este orçamento pressupõe a ida de oito pessoas a Lisboa, viagens, alojamento, pressupõe a edição dos livros que vão ser lançados, pressupunha o envio de livros para Portugal, pressupõe toda a logística. Era um orçamento que rondava as 400 mil patacas. O Instituto Cultural entendeu que não merecia mais do que 119 mil patacas”.

 

Com 119 mil patacas em vez das 400 mil que foram pedidas, Rogério Beltrão Coelho diz que todo o Fórum do Livro de Macau em Lisboa ficou “afectado”, mas ainda assim vai realizar-se um evento como já não se via há muito: “Em meu entender, é seguramente a maior acção de promoção do livro e da literatura de Macau dos últimos 30 anos”.

 

Notando que o apoio inicialmente pedido ao Governo de Macau era já “espartano”, Beltrão Coelho considera que o montante concedido é “aleatório”. O também editor afirmou que o Fórum do Livro de Macau em Lisboa merecia mais: “Entendemos que estamos a fazer uma acção cultural, estamos a divulgar um dos componentes mais importantes da cultura de Macau e pensávamos, ingenuamente, que a entidade que tutela a cultura em Macau percebesse isto”.

 

Este é o primeiro grande evento da Associação Amigos do Livro de Macau. Rogério Beltrão Coelho explicou por quê em Portugal e não no território: “Os livros em português devem ser promovidos nos sítios onde se fala português. Qualquer edição que se faça aqui, por maior interesse que tenha, não vende mais do que 100 exemplares. O que sempre esteve em causa, agora com a associação e, no meu caso, com a editora [Livros do Oriente], não é vender, é chegar às pessoas”.

 

Entre os livros a lançar em Portugal ao longo do Fórum contam-se obras de Carlos Morais José (“Arquivo das Confissões/Bernardo Vasques e a Inveja”), António Aresta (“Macau Histórico e Cultural”) e Shee Va (“Espíritos”).

 

O programa do Fórum do Livro de Macau em Lisboa começa com a “Grande Feira do Livro de Macau em Lisboa”, na Delegação Económica e Comercial de Macau na capital portuguesa.

 

No dia 29 de Outubro, há uma sessão dedicada aos poetas de Macau – o ministro da Cultura português, Luís Filipe Castro Mendes, ele próprio poeta, vai estar presente.

 

Num programa dominado pela língua portuguesa, no dia 28 de Outubro, é a literatura em língua chinesa que vai estar em destaque, com uma panorâmica sobre autores contemporâneos a cargo de Han Lili, professora do Instituto Politécnico de Macau.

 

Depois do dia 3 de Novembro há ainda uma extensão do evento, com uma ida a Coimbra, onde será apresentado um livro sobre os primeiros 15 anos da imprensa de língua portuguesa após a transferência de soberania de Macau de Portugal para a China, da autoria de João Figueira.

 

O programa completo do Fórum do Livro de Macau em Lisboa, que a organização quer levar a cabo uma vez por ano, pode ser consultado aqui.