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Kevin Ho está em Portugal a negociar compra da dona do DN
Quarta, 14/09/2016

O empresário local Kevin Ho está em Lisboa para negociar a compra do grupo Global Media, que detém o Diário de Notícias e a estação de rádio TSF, entre outros órgãos de comunicação social. O administrador da empresa KNJ avançou à Rádio Macau que as negociações estão em curso e destacou o potencial daquele que é um dos maiores grupos de media em Portugal.

 

Numa resposta por email, o empresário disse que o grupo “ganhou potencial” depois da reestruturação e que, se um acordo for alcançado, o objectivo passa por “expandir as operações do grupo a outras áreas”.

 

Em 2015, a Global Media decidiu fazer mudanças, reforçando o capital com a entrada de novos accionistas e reformulou as marcas de informação. Os resultados da reestruturação acabaram por surgir, com as receitas a contrariarem a tendência de quebra.

 

Kevin Ho está, neste momento, em Portugal – integra a comitiva da Associação dos Jovens Empresários de Macau. À Rádio, indicou que vai aproveitar a viagem para se encontrar com “pessoas relevantes” no processo de negociação da compra da Global Media.

 

O sobrinho de Edmund Ho, antigo chefe do Executivo e actual vice-presidente da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, referiu que, depois de “demonstrar um interesse inicial”, a empresa que lidera está a “negociar” a aquisição de parte do grupo português. Kevin Ho ressalva ainda que, por agora, não foi alcançado qualquer acordo. O também director do Banco Tai Fung não quis avançar mais detalhes, remetendo informações para mais tarde, caso sejam dados passos concretos.

 

Em Abril, o Correio da Manhã escrevia que o presidente do conselho de administração da Global Media, Daniel Proença de Carvalho, esteve em Macau a negociar a venda e conseguiu captar a atenção da KNJ. O jornal avançava que a entrada dos novos investidores deveria ser feita através de um aumento de capital, com a empresa de Kevin Ho a disponibilizar-se para investir 15 milhões de euros em troca de uma participação maioritária de 30 por cento no grupo português.

 

No entanto, o Correio da Manhã realçava que os actuais accionistas estariam desconfortáveis com os novos investidores. António Mosquito e Joaquim Oliveira detêm, cada um, 27,5 por cento do grupo, enquanto Luís Montez, o BCP e o Novo Banco têm posições de 15 por cento.