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Amélia António recandidata-se à Casa de Portugal
Sábado, 10/09/2016

A advogada Amélia António volta a candidatar-se à Casa de Portugal. As eleições estão marcadas para 14 de Setembro, com uma única lista candidata, apresentada pela direcção cessante.

 

A actual presidente entende que não pode virar costas às dívidas que resultaram do investimento feito no restaurante Lusitanus, apesar de admitir que, ao fim de 11 anos no cargo, a vontade era passar a pasta.

 

“Havia a minha vontade de que assim fosse [deixar a presidência]. Mas um conjunto de circunstâncias não me libertou ainda este ano, nomeadamente, a situação financeira que resultou do fechar do Lusitanus, que temos vindo a tentar resolver, mas a resolver lentamente. Com esta situação pendente, não consegui ainda desligar-me de assumir a responsabilidade”, afirma Amélia António.

 

O Lusitanus funcionava na Casa Amarela, junto às Ruínas de São Paulo. O espaço fechou em 2013, depois de o proprietário do edifício, o deputado Chan Chak Mo, ter decidido arrendar o espaço à cadeia norte-americana de roupa Forever 21.

 

O projecto resultou num prejuízo superior a um milhão de patacas para a Casa de Portugal. A dívida, explica Amélia António, será paga gradualmente, através dos cursos da Escola de Artes e Ofícios e da colaboração com os Serviços de Educação e com o Turismo.

 

Este Verão, a Casa de Portugal assinou também um protocolo com a Universidade de São José para os alunos frequentarem os ateliês. A formação é, de resto, a aposta forte do próximo mandato. “Vamos continuar a concentrar muito nessa área. Temos sentido que há muita procura, que as pessoas não têm uma grande escolha em Macau. Responde a uma necessidade sentida, de um modo geral, pela comunidade”, diz Amélia António.

 

 A Casa de Portugal vai continuar a assinalar as grandes datas, como o 25 de Abril ou o 10 de Junho. O programa de festas começa já em Outubro, com o Festival da Lusofonia: “Na semana cultural, vamos trazer uma coisa muito interessante, que são os cavaquinhos  - a construção e apresentação dos cavaquinhos. Estamos em contacto com uma escola de Portugal especializada nesta área”, adianta Amélia António.

 

Já para o arraial, a Casa de Portugal vai ter artesanato e a habitual barraquinha. Este ano, o tema é Aveiro. Amélia António dá mais uma pista: Costa Nova.

 

Questionada sobre a decisão do Governo de suspender o projecto para as Casas Museu da Taipa, a presidente da Casa de Portugal disse não estar em condições de comentar por ter estado ausente de Macau nas últimas semanas.