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Governo dá prioridade à construção de habitação pública
Quinta, 08/09/2016

A prioridade do Executivo para os terrenos disponíveis é à construção de habitação pública, segundo reiterou hoje o secretário para os Transportes e Obras Públicas na apresentação do texto final do Plano Quinquenal de Desenvolvimento da RAEM entre 2016 e 2020.

 

Raimundo do Rosário diz que alguns terrenos podem ser destinados a armazéns ou serviços da administração, mas a grande prioridade é a habitação, e sobretudo habitação social.

 

Segundo o secretário decorrem ainda processos judiciais relativos a terrenos recuperados, mas há outros terrenos que podem ser aproveitados nos novos aterros e em Pac On.

 

“Há alguns terrenos que podem já registar-se para armazéns do Governo e aqueles que vamos ter de volta também poderão destinar-se a serviços públicos. Mas a prioridade é o estudo para habitações públicas. Sempre que temos terrenos de volta vamos ponderar primeiro habitação pública, depois armazém e depois para serviços públicos”, afirmou.

 

Ainda segundo o Chefe do Executivo, o plano director de Macau deve estar pronto em 2019. 

 

O Governo vai ainda este ano começar a estudar a viabilidade de ampliar a Central de Incineração de Resíduos Sólidos e proceder à concepção preliminar do projecto. Segundo o Plano Quinquenal, “prevê-se que até 2020 sejam concluídos 80 por cento das obras e que, em 2021, estejam concluídas todas as obras de ampliação e optimização” da central.

 

O secretário para os Transportes e Obras Públicas nota que os resíduos sólidos estão “a crescer de ano para ano” e isso “é um grande problema para Macau”.  

 

“Estamos também a enfrentar um grande problema na central de incineração. 40 por cento dos resíduos sólidos são resíduos de cozinha e é difícil de incineração”, afirmou Raimundo do Rosário, apelando à população para “não desperdiçar alimentos”.

 

Segundo o secretário, não é certo ainda a origem destes resíduos e que não existem dados exactos. Mas Raimundo do Rosário diz que é preciso ter noção que “essa grande quantidade não vem de casas das pessoas mas sim dos hotéis”.