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CTM diz que críticas da AL não explicam redução de preços
Terça, 06/09/2016

Em conferência de imprensa, esta tarde, o director-executivo da Companhia de Telecomunicações de Macau (CTM), Vandy Poon, afastou a ideia de que o plano de redução dos preços e de aumento da velocidade da internet de banda larga vem na sequência das duras críticas dos deputados aos serviços prestados pela empresa.

 

“Esta não é a primeira vez que a CTM reduz os preços da internet e banda larga. Na verdade, fazemos revisões regulares com o Governo e desde o início do ano, independentemente das opiniões da Assembleia Legislativa, já começámos o trabalho para a revisão dos preços. Mas claro que temos em conta a opinião das várias vozes e fontes da sociedade”, apontou Vandy Poon.

 

Questionado se o Governo exortou directamente a CTM a fazer ajustamentos nos serviços, o responsável disse apenas que a operadora “recebe sugestões de várias fontes”, olha para as acções “de forma colectiva” e não tem “uma atitude passiva”.

 

Vandy Poon também rejeita as acusações de práticas desleais de concorrência, sugeridas pelos deputados. “Nunca impedimos novas entradas em Macau. Na realidade, a CTM nunca fez nada para parar todas as liberalizações de mercado ou todas as novas licenças dadas pelo Governo. Pelo contrário, temos colaborado, incluído e criado as condições para que as operadoras entrem no mercado sem qualquer resistência.”

 

Vandy Poon anunciou ainda estar em marcha um trabalho relacionado com as linhas para aluguer e serviços de dados, prometendo avançar com novidades antes de o ano terminar.

 

No ano passado, a CTM registou receitas superiores a 5 mil milhões de patacas. Com as reduções de preços no próximo mês, o director-executivo antevê que as receitas anuais dos serviços de banda larga desçam cerca de 20 por cento, quando agora geram aproximadamente 300 milhões de patacas.

 

Nesta conferência de imprensa, o líder da empresa de telecomunicações reagiu ainda às críticas sobre a decisão do Governo de renovação automática do contrato com a CTM até 2021. Questionado se aceitaria um contrato menos favorável, o líder da empresa afirmou que tanto a CTM como a accionista CITIC “têm reiterado claramente” que irão “executar, cumprir e apoiar as obrigações e também as responsabilidades” que derivam do facto de estarem no mercado de telecomunicações, “o que inclui o contrato”.

 

O actual contrato dá à CTM o controlo exclusivo dos equipamentos que pertencem ao Governo e que foram instalados para permitir as telecomunicações em Macau. Já a cláusula de rescisão é de 3,1 mil milhões de patacas.