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Centenas na rua pela legalização da Uber em Macau
Domingo, 04/09/2016

Mais de 500 pessoas participaram esta tarde na manifestação a favor da Uber, de acordo com a organização – já a polícia fala em 200 pessoas. O protesto foi conduzido pelos deputados do campo pró-democracia Au Kam San e Ng Kuok Cheong, através da associação Iniciativa de desenvolvimento Comunitário de Macau, e decorreu sem incidentes.

 

O percurso, entre a Praça de Tap Seac e a sede do Governo, foi feito em cerca de meia hora e com duas grandes palavras de ordem: “Legalizem a Uber” e “Facilitem a deslocação das pessoas”. Entre a multidão que apelava a um serviço de transportes alternativo aos táxis, estavam várias famílias, como a de Bárbara Carmo, que atravessa a Rua do Campo com um carrinho de bebé. São clientes assíduos da Uber: “Uso muitas vezes. Não digo diariamente, mas uso mais do que uma vez por semana, de certeza. Temos uma bebé e um filho, e dá-nos imenso jeito. Vão-nos buscar à porta de casa ou noutro lugar, onde a gente esteja”. Há também “mais facilidade na comunicação”. “Parece-me um serviço mais seguro. Sinto-me mais confortável”, conclui Bárbara Carmo.

 

A avaliação à Uber é feita em comparação com o serviço prestado pelos táxis tradicionais. Luís Ferreira diz que todos os clientes são serviços e bem – estejam onde estiverem, sejam eles quem forem. As críticas aos táxis são muitas: “Os táxis pretos não conseguem fornecer um  serviço conforme às necessidades dos cidadãos de Macau. Há muitos que escolhem clientes e [evitam] certos locais. Por exemplo, na Avenida Horta e Costa, a esta hora [16h], não vão lá, por causa do tráfego e dos engarrafamentos”. Já a Uber, “tem carros nos vários locais”, “chegam de certeza” e “prestam um melhor serviço”. Luís Ferreira exemplifica: “Saem do táxi, seguram as velhinhas, as grávidas. Ajudam as pessoas a levar a bagagem e tudo”.

 

Apesar da procura, a Uber está de partida marcada de Macau. A empresa diz que não resiste às multas e acusa o Governo de inflexibilidade. Do lado dos manifestantes, há a esperança de que o serviço continue depois de 9 de Setembro.