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Legco2016: Eleições são “ideologicamente motivadas”
Sábado, 03/09/2016

Mais do que uma luta de medidas, as eleições deste domingo em Hong Kong para o Conselho Legislativo são uma luta de ideologias.  A ideia é defendida por James Sung, professor da City University de Hong Kong.

 

O académico defende que os “localistas” possam conseguir até três lugares no Conselho Legislativo (“Legco”, na abreviação de “Legislative Council”), algo que mudará por completo o debate: “Haverá mais jovens, mais vozes a levantarem-se sobre se a lei básica deve ou não ser revista, ou mesmo desistir-se dela. E o que irá acontecer depois de 2047, depois de 17 anos sem mudança, será que Hong Kong continuará sob o princípio ‘um país, dois sistemas’, ou se se opta pela independência? Estas são as questões que se vão levantar depois destas eleições”.

 

A ideia da independência merece mais o apoio dos jovens, lembra o professor, que considera que, para as gerações mais velhas, esse não o é caminho que Hong Kong deve tomar.

 

O professor da City University de Hong Kong defende ainda que se os democratas tradicionais perderam lugares nestas eleições, podem perder o controlo da agenda.

 

O académico observa que estas eleições são sobre mais do que medidas para o território: “Este ano, as eleições serão ideologicamente motivadas. Todos têm uma política própria, todos têm um plano próprio para o futuro de Hong Kong”.

 

Para o académico, a desistência de uma mão cheia de candidatos esta sexta-feira e sábado não terá impacto nos resultados das eleições.  

 

Nestas eleições para o Conselho Legislativo a competição está centrada nos 35 lugares dos círculos eleitorais geográficos e há um número recorde de candidatos: 213, distribuídos por 84 listas.

 

O elevado número de participantes reflecte a emergência de novos grupos políticos formados desde 2014, após o movimento “Occupy” contra a reforma política proposta por Pequim.

 

Vistas como um teste à eleição do chefe do Executivo, em Março do próximo ano, as eleições ficam também marcadas pela fragmentação do campo pró-democracia.