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Deficientes na Função Pública atingem mínimo histórico
Sábado, 03/09/2016

A Função Pública empregava 70 pessoas com deficiência, no final do primeiro semestre. Para chegar a um número inferior é preciso recuar 11 anos.

 

De acordo com dados dos Serviços de Administração e Função Pública, enviados a Rádio Macau, 54 pessoas portadoras de deficiência trabalhavam para a Administração, em 2005. Depois, o número aumentou e atingiu mesmo o pico de 78, em 2008 e 2009. No entanto, em Junho deste ano, existiam apenas 70 funcionários.

 

“Creio que é ridículo”, comenta o director da Federação das Pessoas de Macau com Deficiência, Albert Cheong.

 

O responsável nota que falta fazer quase tudo na área da inclusão. “[É preciso] alguma formação, ver a capacidade de cada um – se pode trabalhar ou não –, analisar a idade, o percurso escolar. Algo do género”, defende.

 

Albert Cheong diz que este trabalho não foi feito. Além disso, nunca foi contactado pelo Governo para dar apoio.

 

“O Governo não tem experiência, creio. Não tem experiência suficiente. É por isso que, actualmente, em Macau, o Governo só fala em benefícios, apoios sociais e dar dinheiro às pessoas”, critica o também presidente da Associação de Promoção dos Direitos das Pessoas com Deficiência Visual.

 

Os portadores de deficiência motora são os mais contratados para a Função Pública. Em Junho, tinham um emprego na Administração 32 pessoas nestas condições. Quanto às áreas mais inclusivas são o serviço auxiliar (18) e a área administrativa (17).

 

“O nosso Governo deve ser o modelo. Se o Governo contrata um número tão pequeno, por que razão as empresas privadas devem contratar pessoas com deficiência?”, questiona Albert Cheong.

 

O Instituto de Acção Social (IAS) tem um mecanismo para receber queixas. De acordo com uma resposta escrita enviada à Rádio Macau, não foram recebidas quaisquer denúncias sobre discriminação de pessoas com deficiência, entre 2015 e Junho deste ano.