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Biblioteca:“Confiança e paciência dos arquitectos é nenhuma"
Quinta, 01/09/2016

Mário Duque, um dos arquitectos que em 2008 participou no concurso de design para a nova Biblioteca Central Macau, diz que  a “confiança e paciência” para participar em concursos do Governo é “quase nenhuma”. É a reacção ao anúncio, feito esta semana, pelo Instituto Cultural (IC) que, seis anos depois de ter decidido fazer o projecto por si, anunciou a abertura de novo um concurso de arquitectura para a biblioteca.

 

“Na RAEM recorre-se ao concurso público em situações que já não são para obter os melhores resultados; são apenas para mera lavagem de vícios administrativos”, critica. Mário Duque diz que todos os concursos lançados depois de 1999 correram mal, à excepção de um – o Pavilhão de Macau na Expo 2010, em Xangai, atribuído a Carlos Marreiros. “Neste momento, a confiança e a paciência dos arquitectos locais para tanta falta de consequência, alguma irresponsabilidade e tontaria já é quase nenhuma”, conclui.

 

Sobre o projecto da biblioteca, Mário Duque defende que o IC deve acabar o que começou: “O concurso que fazia sentido já foi feito e foi abortado, com a decisão específica de ser o IC a fazer o projecto, o que acabou por fazer com as Obras Públicas. A concepção está feita. Agora só precisam produzir os desenhos para que o edifício seja construído – para isso não se faz um concurso de arquitectura, que é um concurso de concepção”. 

 

O arquitecto diz ainda que “não há qualquer explicação” para o projecto estar ainda numa fase preliminar, quando a obra foi anunciada há dez anos e “Macau precisa de uma biblioteca central como de pão para a boca”.