Em destaque

18 de Abril de 2019: às 12h30, o BNU negociava 1 euro por 9,1616 patacas e 1,1296 dólares norte-americanos.

 

Regresso do crescimento ao sector do jogo: uma boa surpresa
Quinta, 01/09/2016

O regresso do sector do jogo ao crescimento, em Agosto, ao fim de 26 meses de quedas consecutivas das receitas, foi uma boa supresa para os investidores que esperavam a continuação do declínio, fazendo-os voltar a apostar forte nas operadoras cotadas na bolsa, disse à Rádio Macau Grant Govertsen, da Union Gaming Research.

 

Segundo o analista do banco de investimento e empresa de consultoria, “entre os investidores, havia o consenso de que era de esperar um ligeiro declíno de 1,5 por cento”. Todavia, os resultados divulgados hoje pela Direcção dos Serviços de Inspecção e Coordenação de Jogos foram de um aumento de 1,1 por cento, “acima das expectativas”.

 

Grant Govertsen notou que “os investidores gostaram do que viram, claramente”, já que “a maioria das operadoras subiu acima dos seis por cento esta tarde”.

 

Entre as seis operadoras de jogo cotadas na bolsa de Hong Kong, a que teve a maior valorização no final da sessão de hoje foi a Melco International, que viu o preço das acções aumentar 8,35 por cento para 8,69 dólares de Hong Kong.

 

Logo atrás ficou a Galaxy, com uma valorização de 8,11 por cento, seguida da Wynn Macau, que fechou o dia a valorizar 7,2 por cento, da Sands China, com 6,39 por cento e da SJM, que subiu 6,32 por cento. Só a MGM China escapou a esta onda, valorizando ligeiramente 0,33 por cento.

 

Apesar de antecipar que haverá mais crescimento nos próximos meses, Grant Govertsen considera que 2016 ainda vai fechar em queda: “Para 2016, existe ainda a probabilidade de que os números sejam negativos, ligeiramente negativos. O que não é mau de todo, tendo em conta como o ano começou mal e quão duro têm sido nos últimos 24 meses”.

 

Nestas declarações à Rádio Macau, o analista destaca, ainda, a consolidação do mercado de massas, que emergiu como a principal fonte de receitas nos últimos tempos: “O mais importante é que o mercado de massas tem tido uma história de crescimento e continua. É onde estão os ganhos. É a história mais visível e está de acordo com aquilo que o Governo exigia. Para este sector, o futuro ainda é muito promissor. Por outro lado, para o sector VIP, o futuro parece negativo para os próximos anos”.