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Proibição de importação de carne afecta empresários na China
Quinta, 01/09/2016

Representantes alfandegários e da segurança alimentar da China estiveram esta manhã em Macau a explicar o regime de inspecção e quarentena para a importação de produtos alimentares dos países de língua portuguesa. Na sessão de esclarecimento, organizada pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau, foi debatida a proibição de importação de carne de porco e derivados de Portugal.

 

Apesar do Governo português, em Maio do ano passado, ter mostrado confiança na obtenção de luz verde para o acordo até ao final desse ano, a verdade é que o embargo se mantém. “Pelo que sei, ainda não existe consenso. Precisamos de mais informações. Se houver alguma empresa que queira fazer a sua carne entrar no nosso mercado, dá-mos as boas-vindas mas só depois da negociação entre as partes, porque aí já vamos saber qual a melhor forma para a carne passar por todo o procedimento”, explicou hoje a sub-chefe de divisão do Departamento de Segurança Alimentar da China.

 

Zhao Yifang respondia assim a uma pergunta de Rita Santos que participou na sessão na qualidade de presidente fundadora e honorária permanente da Associação para a Promoção do Intercâmbio Económico, Cultural e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa. Rita Santos lamentou a morosidade na obtenção de um acordo que faz com que restaurantes portugueses, nomeadamente em Zhuhai e Zhongshan, tenham de utilizar presunto importado de Espanha.

 

A boa vontade política também pode resolver outra questão levantada por Rita Santos sobre a “elevada taxa de importação” de vinho português que torna os produtos muito caros para os consumidores finais. Em resposta, Zheng Qingwen, responsável da alfândega de Gongbei, apontou a inexistência de acordos de incentivo entre os países. “Não depende só da nossa intenção. Entre Portugal e a China, assim como entre o Brasil e a China, ainda não há acordos bilaterais neste sentido”, referiu, acrescentando que entre os países lusófonos, usufruem de medidas de facilitação no comércio para a China apenas Moçambique, Timor-Leste e a Guiné-Bissau.