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Plano de estímulo às convenções sofre pequenas alterações
Segunda, 05/12/2011
Os Serviços de Economia apresentaram hoje o Plano de Estímulo às Convenções e Exposições para o próximo ano. O plano transita dos Serviços de Turismo para a tutela dos Serviços de Economia, mas hoje o Governo revelou que não há alterações no apoio financeiro a prestar.

O director dos Servicos de Economia explicou que as alterações são ao nível dos procedimentos para as candidaturas. “Não há alteração em termos de incentivos, apenas algumas mudanças quanto aos procedimentos. Por exemplo, o prazo para apresentação do pedido vai ser encurtado de 30 para 20 dias e, por outro lado, vai ser prolongado o período para a entrega do relatório de actividades e demais facturas”, enumerou Sou Tim Peng. Ainda sobre as candidaturas, os 20 dias úteis para entrega de todos os documentos aplicam-se às inciciativas que envolvem compradores qualificados. Para todas as outras situações, os requerimentos têm de ser apresentados até 15 dias antes do primeiro dia do evento.

Apesar de não haver mudanças no valor dos subsídios, Sou Tim Peng lembra que, além do plano de estímulo, há outras medidas que estão a ser implementadas para o desenvolvimento do sector MICE. “São precisas outras políticas para complementar o plano. Já temos algumas medidas, como a facilitação de vistos para as pessoas que venham do Continente participar neste tipo de eventos, e também temos o regime de acta que é o documento que facilita importação e exportação de materiais ou objectos para a indústria das convenções e exposições”, apontou.

Quanto às expectativas para o próximo ano, o director dos Serviços de Economia disse que tudo vai depender da evolução da conjuntura económica, também no contexto mundial, admitindo a possibilidade de terem de ser criadas mais políticas para a área das exposições e convenções. “Isto também tem de ver com o ambiente exterior a Macau. Se a economia está a andar bem, claro que há mais pessoas a participar nas reuniões. Esta é, de facto, uma das nossas tarefas, temos de atrair mais eventos para Macau, talvez oferecendo medidas mais atraentes para fomentar este tipo de eventos.”

De sublinhar que, nos primeiros nove meses do ano, realizaram-se 771 reuniões, convenções e exposições em Macau – menos 248 eventos do que entre Janeiro e Setembro do ano passado. Apesar da queda, o número total de participantes subiu 29 por cento, ultrapassando os 755 mil. Os Serviços de Economia ainda não têm em mãos o orçamento para a execução deste plano no próximo ano. Mas, como já tinha sido anunciado, o orçamento previsto para a extensão do plano de 1 de Julho a 31 de Dezembro do corrente ano é de 27 milhões de patacas.

Eva Lou, presidente da direcção da Associação de Exposições e Convenções de Macau, acredita que o plano de estímulo às convenções e exposições ajuda ao desenvolvimento do sector MICE. “O esquema de incentivos vai, em certo ponto, estimular o crescimento da indústria MICE. É verdade que, nos primeiros três trimestres deste ano, o número de eventos diminuiu face ao mesmo período do ano passado, mas há muitos factores por detrás dessa queda, como a crise económica internacional. Além disso, o tsunami que ocorreu no Japão também está a ter algum impacto”, reagiu.

Eva Lou considera que a transição do plano dos Serviços de Turismo para os Serviços de Economia será indiferente para a saúde do sector, destacando como uma “boa alteração” a diminuição, de três para duas, do número de associações locais que têm de certificar um comprador internacional. “Acho que esta é uma boa mudança, porque, assim, a apresentação da candidatura para os subsídios torna-se mais conveniente para o organizador”, disse.

Eva Lou defende, porém, que o plano seja mantido e até melhorado. A dirigente associativa pensa ainda que é preciso encarregar um grupo de pessoas para trazer até ao território exposições e convenções de qualidade, vistas em outras cidades do mundo. Esta proposta já foi entregue ao secretário para a Economia e Finanças, Francis Tam.