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Chui Sai On admite problemas na função pública
Quarta, 27/07/2016

Na Assembleia Legislativa, o Chefe do Executivo reconheceu dificuldades na Função Pública. Fernando Chui Sai On admitiu que alguns serviços continuam a “funcionar mal” e falou do problema crónico da falta de bilingues.  

 

“Em algumas áreas de facto existem situações de sobreposição de funções, falta de clareza na divisão de competências e complexidade de procedimentos administrativos, que têm afectado a qualidade dos serviços prestados. A população tem expectativas em relação ao Governo esperando que vários aspectos possam ser melhorados. Damos toda a atenção e estamos a tentar encontrar soluções no sentido de resolver os problemas. Temos que optimizar e simplificar”, adiantou Fernando Chui Sai On, assegurando que os secretários estão a tentar resolver o problema e a acelerar o planeamento electrónico, para se providenciar um maior número de serviços online.

 

Entre as prioridades está ainda a resolução da carência de tradutores e intérpretes bilingues. “É urgente. Há falta de tradutores. Mesmo a nível interno faltam 200 pessoas. Por isso, vai ser a nossa tarefa prioritária”, garantiu o Chefe do Executivo.

 

Aos deputados Fernando Chui Sai On notou ainda que os “os trabalhadores são recursos preciosos na função pública e, por conseguinte, serão tratados sob os princípios da justiça e da igualdade e também de imparcialidade”. O líder do Governo acrescentou que “tendo em conta o nível de qualidade que se verifica hoje em dia”, torna-se necessário “salvaguardar ainda mais os trabalhadores”.

 

Sobre o mercado privado, o Chefe do Executivo entende que as políticas para a promoção de residentes locais a cargos de gestão têm dado frutos. Nesta sessão de perguntas e respostas com os deputados, Chui Sai On disse esperar “poder criar oportunidades para os residentes para além dos lugares de croupiers”, referindo-se aos cargos de “gestão de nível médio superior”. Segundo as contas apresentadas pelo líder do Governo, nos 25 meses de ajustamento no sector do jogo, “os residentes de Macau conseguiram promover-se nesses lugares”.