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CPU dá luz verde à demolição do Hotel Estoril
Segunda, 25/07/2016

O Conselho do Planeamento Urbanístico (CPU) emitiu um parecer favorável para a demolição do Hotel Estoril, esta tarde. “Cada vez que há um projecto, é preciso que seja emitida uma planta de condições urbanísticas. E isso foi o que foi feito hoje. Mais nada”, explicou o secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, no final da reunião.

 

No entanto, três membros do CPU mostraram-se contra o destino do imóvel. Houve quem destacasse o Hotel Estoril como “um valor de Macau”, que caso seja destruído pode ser motivo de “arrependimento”. Estas palavras foram aplaudidas na sala aberta ao público, onde estavam elementos da Associação Novo Macau.

 

Outro representante do CPU defendeu a manutenção do painel instalado na fachada do Hotel Estoril. Um terceiro membro afirmou que a construção de raiz no local só deve abranger áreas que sejam irrecuperáveis, como aquelas afectadas por pragas de formiga-branca.

 

Na reunião, outros projectos do Governo foram discutidos. Por exemplo, está prevista a mudança do Centro de Serviços da RAEM da Areia Preta para o futuro complexo de habitação pública, com 1000 fracções, que vai nascer junto à Avenida de Venceslau de Morais, onde estavam instalações da CEM.

 

A vista sobre a colina da Guia também esteve em debate. Alguns membros do CPU contestaram a altura máxima de 90 metros para um de dois edifícios privados que vão nascer na Avenida do Dr. Rodrigo Rodrigues, junto ao Gabinete de Ligação do Governo Central.

 

A remodelação de uma pequena casa no Porto Interior acabou por centrar a parte final da reunião. Na fachada, estavam três caracteres chineses que com obras de requalificação desapareceram. Dois conselheiros lembraram o valor afectivo do imóvel e pediram para que sejam clarificadas regras de conservação de edifícios que não se encontram nas zonas de protecção.