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Albano Martins acredita que o Canídromo “vai fechar”
Quinta, 21/07/2016

O presidente da Anima – Sociedade Protectora de Animais, Albano Martins, antevê que o Canídromo vai fechar portas, depois de o Governo ter dado dois anos para a Companhia de Corridas de Galgos decidir o futuro do espaço.

 

“Na minha opinião, prova que o Canídromo vai fechar. Não tão rápido quanto nós desejaríamos, mas vai fechar, dentro de dois anos. O Governo está a dar-lhes tempo para organizarem a casa e tratarem de fazer deslocar os animais para onde entenderem”, defende.

 

Albano Martins mostra-se agora preocupado com o futuro dos galgos. “É muito provável que o Canídromo não queira entregar esses animais à Anima. O Canídromo e os donos dos animais”, nota, antes de acrescentar que os cães “vão parar todos à China, ao Vietname, ao Paquistão ou à Índia, onde começa a haver corridas ilegais de animais”.

 

Em declarações à Rádio Macau, Albano Martins afirma ainda que a decisão do Governo “é compreensível no sentido que, mais uma vez, se arrastou o processo tempo demais para não se poder fechar o Canídromo em seis meses”.

 

“O destino do Canídromo está fechado”, insiste o responsável da Anima, lembrando que, no caso de tentarem continuar a operar, “não vão conseguir ter animais nem da Irlanda nem da Austrália, que são os grandes centros de produção de animais para as quantidades que eles querem”.

 

À Rádio Macau, Albano Martins adianta também que a Anima já tinha escrito ao Governo, este mês, a mostrar-se disponível para gerir o Canídromo.

 

“No dia 11 de Julho, enviámos uma carta ao secretário para a Economia e Finanças e para o Chefe do Executivo a mostrar disponibilidade para gerir o Canídromo durante um ano. O tempo que achávamos ser razoável para podermos deslocar estes animais”, explica.